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Remy Sharp
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Consumir de forma consciente pode ser um desafio diante de tanta oferta que chega ao consumidor. Em uma sociedade voltada para o consumo, é fácil acumular coisas a partir de um determinado poder de compra.

Mas, de uns tempos para cá, acendeu um movimento que se chama minimalismo por parte das pessoas (que passam a consumir apenas aquilo que realmente é necessário), e também as empresas, que passam a olhar de outra forma para o consumismo em nome da sustentabilidade. Fato é que houve um impulso por um consumo mais consciente

Um estudo da Nielsen mostrou que 42% dos consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos de consumo para reduzir seu impacto no meio ambiente

Mais conscientes também, 58% não compram produtos de empresas que realizam testes em animais e 65% não compram de empresas associadas ao trabalho escravo.

Outros dados mostram a tendência do consumo consciente.

  • Houve um aumento de 71% nas pesquisas do Google por bens sustentáveis entre 2016 e 2021, segundo o WWF.
  • Os clientes estão dispostos a pagar um preço 10% maior, em média, por produtos socialmente conscientes, de acordo com a pesquisa da Network for Business Sustainability (NBS).
  • 57% dos participantes de uma pesquisa da McKinsey já fizeram mudanças em seus estilos de vida para diminuir seu impacto no meio ambiente após a pandemia de covid-19.

O que é o consumo consciente?

O consumismo consciente é, às vezes, chamado de consumismo ético ou consumismo verde. Para Remi Trudel, professor de marketing da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, todos esses termos estão relacionados e representam decisões tomadas com a intenção de beneficiar ou limitar o impacto no meio ambiente ou na sociedade.

Em resumo, significa comprar com sustentabilidade em mente. Isso pode abranger a compra de um produto específico ou a escolha de não comprar nada, ambas são decisões conscientes.

Qual a importância do consumo consciente?

Quando as pessoas escolhem consumir de forma consciente, acabam gerando uma série de benefícios, para si mesmas e também para o meio ambiente. A redução da pegada ambiental é uma das consequências do consumo consciente.

 Além disso, ao ser um pouco mais consciente com as decisões de compra, o consumidor, de forma geral, tem acesso a produtos de melhor valor. Isso porque, se um produto for realmente projetado com a sustentabilidade em mente, ele será projetado para durar o maior tempo possível, o que significa boa qualidade e longa vida útil. Além disso, se o produto fizer parte de um programa de economia circular, poderá haver um desconto para a reciclagem através do fabricante.

Outro aspecto é que, no final das contas, o consumo consciente não faz apenas o consumidor se sentir bem. À medida que mais pessoas participam de decisões de compras éticas, as empresas mudam a maneira como trabalham. 

Desde 2016, o WWF descobriu que houve um aumento de 45% nas empresas de alimentos, cosméticos e produtos farmacêuticos naturais que se comprometeram a proteger a biodiversidade em suas práticas de abastecimento. É o consumidor forçando uma mudança de comportamento das empresas.

Por fim, consumir de forma consciente também é bom para as finanças pessoais, já que, em teoria, o consumo consciente evita gastos desnecessários e além do orçamento.

Como consumir de forma consciente?

Uma das razões pelas quais pode ser difícil para os consumidores praticar o consumismo consciente é a falta de transparência quando se trata de medir e entender os impactos das práticas de uma empresa.

Tatiana Schlossberg, autora de “Inconspicuous Consumption”, comentou em um artigo para a NBS que nem sempre os consumidores têm todas as informações para poder fazer a escolha perfeita. 

Então, ela diz, as pessoas devem pensar em uma coisa ou algumas coisas com as quais se importam e tentar tomar decisões com base nisso, “porque senão você pode realmente enlouquecer”.

De forma prática, o consumidor pode, por exemplo: 

  • Pesquisar quem está cultivando seus alimentos;
  • Analisar seus investimentos financeiros e escolher fazer aplicações em fundos conscientes, que geram algum impacto social ou ambiental;
  • Reconsiderar de onde vem sua eletricidade e, quem sabe, optar por algo com menos impacto.

Convocando as empresas e as lideranças para atuar em prol do consumo consciente, Trudel escreveu recentemente em um artigo: “Os profissionais de marketing usaram estrategicamente o design de produtos, a publicidade e outras dicas de marketing para levar as pessoas a comprar e consumir mais. As mesmas abordagens podem ser usadas para ajudar os consumidores a se comportarem de forma mais sustentável.”

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