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Consignado Auxílio Brasil: Caixa suspende novos empréstimos até dia 14 após liberar R$ 5,5 bilhões

A suspensão de novos financiamentos começou dois dias após a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas eleições

Segundo o banco, desde o início da operação do consignado para os beneficiários, R$ 5,5 bilhões foram concedidos (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)

Segundo o banco, desde o início da operação do consignado para os beneficiários, R$ 5,5 bilhões foram concedidos (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)

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Agência O Globo

4 de novembro de 2022, 13h02

A Caixa decidiu suspender novos empréstimos no consignado do Auxílio Brasil até o próximo dia 14 alegando que a Dataprev está realizando o processamento da folha de pagamento neste período. A parada de novos financiamentos ocorreu dia 1 de novembro, dois dias após o segundo turno, quando Jair Bolsonaro (PL) perdeu a reeleição.

"A CAIXA informa que, durante o processamento da folha de pagamento do Auxílio Brasil, processo que envolve DATAPREV, CAIXA e Ministério da Cidadania, a partir de 19h do dia 01/11/2022, até às 07h do dia 14/11/2022, o Consignado Auxílio não estará disponível para contratação", diz a nota do banco.

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Segundo o banco, desde o início da operação do consignado para os beneficiários, R$ 5,5 bilhões foram concedidos. A suspensão de novas contratações começou no primeiro dia de novembro, às 19h, e vai até às 7h do dia 14.

O lançamento da modalidade de empréstimos foi uma das apostas de Jair Bolsonaro para angariar votos em seu pleito pela reeleição neste ano. A medida é envolta de discussões e polêmicas por trazer riscos de superendividamento para uma população vulnerável economicamente.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou que o consignado é uma política oportunista e ressaltou o risco de efeito negativo para a população que decidir por tomar o empréstimo.

No fim de outubro, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a recomendar que a Caixa suspendesse os empréstimos até que a Corte analise a regularidade das operações.

O Ministério da Cidadania e a Dataprev foram procurados, mas ainda não responderam.

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