Bolsa Família: pagamentos de junho de 2026 começa dia 17/6 (Roberta Aline / MDS/Divulgação)
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Publicado em 16 de junho de 2026 às 11h28.
Quem tem o Número de Identificação Social (NIS) com final 1 já pode ficar de olho na conta. A Caixa Econômica Federal inicia nesta quarta-feira, 17, o pagamento da parcela de junho do Bolsa Família.
O repasse é escalonado, seguindo o dígito final do NIS, e ocorre sempre nos últimos dez dias úteis do mês. A exceção é dezembro, quando o calendário é antecipado para garantir que as famílias recebam antes do Natal (MDS).
Neste mês, o dinheiro fica disponível para movimentação entre os dias 17 e 30 de junho.
Depois de cair na conta, o valor pode ser usado sem prazo de validade, ou seja, mesmo quem não sacar logo no primeiro dia não perde o benefício.
O saque pode ser feito pelo aplicativo Caixa Tem, em caixas eletrônicos, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou agências da Caixa, sem cobrança de taxas.
O cartão do programa também pode ser usado direto em compras, na função débito.
Para saber o dia exato em que o benefício é concedido, deve-se verificar o último dígito do NIS impresso no cartão do programa e consultar a data correspondente no calendário oficial de pagamentos.
| Final do NIS | Data de pagamento |
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1 | 17/6 |
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2 |
18/6 |
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3 |
19/6 |
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4 |
22/6 |
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5 |
23/6 |
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6 |
24/6 |
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7 |
25/6 |
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8 |
26/6 |
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9 |
29/6 |
| 0 |
30/6 |
A lógica do calendário se repete ao longo do ano: pagamentos concentrados nos últimos dez dias úteis de cada mês, sempre por ordem do final do NIS. Confira a previsão para o restante de 2026:
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Mês |
Data de pagamento |
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Julho |
20/7 a 31/7 |
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Agosto |
18/8 a 31/8 |
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Setembro |
17/9 a 30/9 |
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Outubro |
19/10 a 30/10 |
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Novembro |
16/11 a 30/11 |
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Dezembro |
10/12 a 23/12 |
É importante lembrar que feriados podem alterar essas janelas. Em novembro, por exemplo, o feriado da Consciência Negra (20/11) costuma deslocar um ou dois dias de pagamento dentro do período.
Por isso, o ideal é sempre confirmar a data exata pelo aplicativo Bolsa Família ou Caixa Tem mais perto do mês.
Toda família beneficiária recebe, no mínimo, R$ 600 por mês. Esse piso é garantido mesmo que a soma dos benefícios individuais fique abaixo dele. Nesse caso, o governo complementa o valor até chegar aos R$ 600.
Além do piso, o valor final varia de acordo com a composição da família. Os adicionais previstos são:
Na prática, isso significa que duas famílias do mesmo tamanho podem receber valores diferentes, a depender de quantas crianças, adolescentes ou gestantes fazem parte do núcleo familiar.
A regra principal é a renda: para ter direito ao benefício, a família precisa ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
Para descobrir se a família se enquadra, basta somar a renda de todos os moradores da casa e dividir pelo número de pessoas.
Estar dentro do limite de renda, porém, não é suficiente. A família também precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e cumprir uma série de regras nas áreas de saúde e educação, como:
O cadastro também precisa ser atualizado a cada, no máximo, 24 meses, e sempre que houver mudança de endereço, renda ou composição familiar.
Desde 2025, o Bolsa Família conta com a chamada Regra de Proteção: quem passa a ganhar entre R$ 218 e R$ 706 por pessoa continua recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, em vez de perder o auxílio de uma vez.
Só quando a renda por pessoa supera R$ 706 o benefício é cancelado. No entanto, se a família voltar a se enquadrar nos critérios dentro de até 36 meses, pode retornar ao programa com prioridade, pelo mecanismo do Retorno Garantido.
Sim, o programa pode ser recebido junto com programas como o Gás do Povo e a Tarifa Social de Energia Elétrica, já que cada um tem critério próprio de elegibilidade dentro do Cadastro Único.
Famílias com estudantes na rede pública também podem acumular o Pé-de-Meia, desde que o aluno cumpra as exigências do programa.
A combinação com o BPC (Benefício de Prestação Continuada) também é permitida pela legislação que recriou o Bolsa Família em 2023, mas a forma como a renda de um benefício entra no cálculo do outro já passou por mudanças recentes nas normas do governo.
O primeiro passo é se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico), a porta de entrada para os programas sociais do governo federal. A inscrição não garante automaticamente o ingresso no Bolsa Família já que cada programa avalia os critérios separadamente, mas é pré-requisito para que o pedido seja analisado.
A inscrição pode ser feita em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em outro posto de atendimento do Cadastro Único na cidade onde a família mora.
Depois de aprovado, o beneficiário pode movimentar o dinheiro pelo aplicativo Caixa Tem ou internet banking, sem precisar ir a uma agência.
Dúvidas sobre o programa podem ser tiradas pelo Disque Social 121 ou pelo canal de atendimento da Caixa, número 111.