Invest

Bolsa Família paga NIS final 9 nesta terça, 29; veja valor e como consultar

NIS final 9 recebe nesta terça; veja calendário e novos valores do Bolsa Família para outubro

Benefício: novos valores do Bolsa Família começam a ser liberados em 19 de outubro. (MDAS/Divulgação)

Benefício: novos valores do Bolsa Família começam a ser liberados em 19 de outubro. (MDAS/Divulgação)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 05h00.

Última atualização em 29 de setembro de 2026 às 06h39.

Priorizar nos meus resultados Google

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira, 29, a parcela do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 9. O pagamento faz parte do calendário regular de setembro, que segue de forma escalonada até o dia 30.

Os depósitos do mês iniciaram no dia 17 para as famílias com NIS final 1. Depois do pagamento de hoje, faltarão apenas os beneficiários com final 0, recebem no dia 30. O programa concentra os depósitos nos últimos dez dias úteis do mês.

Em setembro, o Bolsa Família atende 19,29 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 678,18. A parcela deste mês ainda considera os valores atuais do programa, incluindo o piso de R$ 600 por família.

Este, porém, será um dos últimos pagamentos antes da atualização dos benefícios. A partir da folha de outubro, o valor mínimo garantido às famílias passará de R$ 600 para R$ 691, uma alta de 15,04%. Os novos valores começam a ficar disponíveis em 19 de outubro, primeiro dia do calendário do próximo mês.

Quanto é o Bolsa Família em setembro?

Na folha de setembro, o Bolsa Família ainda garante um piso de R$ 600 por família. Isso não significa, porém, que todas as famílias recebam exatamente esse valor.

O programa possui uma cesta de benefícios que considera o número de pessoas e a composição de cada núcleo familiar. Atualmente, o Benefício de Renda de Cidadania corresponde a R$ 142 por integrante. Caso a soma desses valores não alcance R$ 600, entra em cena o Benefício Complementar, que completa a diferença até o piso.

Há ainda adicionais específicos, como o Benefício Primeira Infância, que acrescenta R$ 150 para cada criança de zero a sete anos incompletos.

Já o Benefício Variável Familiar, atualmente de R$ 50, contempla integrantes que se enquadram nas regras do programa, como gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes até 18 anos incompletos.

O valor final depende da quantidade de integrantes e da presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes na composição familiar.

Bolsa Família aumenta para R$ 691 em outubro

A principal mudança para os beneficiários está na próxima folha de pagamentos. O governo atualizou em 15,04% os valores que compõem o Bolsa Família. O reajuste foi estabelecido pelo Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026, e produz efeitos financeiros a partir de outubro.

Com a atualização, o valor mínimo garantido por família sobe de R$ 600 para R$ 691. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) estima ainda que o benefício médio passe de cerca de R$ 675 para R$ 777 com a mudança.

O Benefício de Renda de Cidadania passará de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O Benefício Primeira Infância aumentará de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar passará de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível.

Se a soma dos benefícios calculados para determinada família ficar abaixo do patamar de R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença necessária para chegar aos R$ 691. Famílias que tenham direito aos adicionais poderão receber valores superiores.

Segundo o MDS, a correção de 15,04% considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. É a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual formato do programa, em 2023.

Quando os novos valores começam a ser pagos?

Embora o decreto que atualizou o programa tenha sido publicado em setembro, o pagamento dessa terça-feira continua seguindo os valores antigos. Os valores reajustados serão considerados a partir da folha de outubro.

O primeiro grupo a receber será o de beneficiários com NIS final 1, em 19 de outubro. O calendário segue até 30 de outubro, quando recebem aqueles com NIS terminado em 0. As datas fazem parte do calendário oficial de pagamentos de 2026 divulgado pelo MDS.

Calendário do Bolsa Família de setembro

Em setembro, o cronograma regular começou no dia 17. Confira todas as datas:

  • NIS final 1: 17 de setembro
  • NIS final 2: 18 de setembro
  • NIS final 3: 21 de setembro
  • NIS final 4: 22 de setembro
  • NIS final 5: 23 de setembro
  • NIS final 6: 24 de setembro
  • NIS final 7: 25 de setembro
  • NIS final 8: 28 de setembro
  • NIS final 9: 29 de setembro
  • NIS final 0: 30 de setembro

Pagamento foi antecipado em alguns municípios

O calendário acima vale para a regra geral, mas, em setembro, moradores de 179 municípios tiveram o pagamento unificado e puderam movimentar o benefício desde 17 de setembro, independentemente do final do NIS.

A medida alcançou localidades com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal nos estados do Acre, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe. Ao todo, 419.414 famílias foram incluídas na antecipação.

Assim, beneficiários com NIS final 9 que vivem em uma dessas cidades não precisaram esperar até essa terça-feira para ter acesso ao dinheiro.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

A principal regra para ingresso no Bolsa Família é a renda. Podem participar famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.

Para calcular a renda por pessoa, é preciso somar os rendimentos mensais recebidos pelos integrantes da família e dividir o resultado pelo número de pessoas que vivem no domicílio.

Estar no CadÚnico e se enquadrar no limite de renda, porém, não significa que a concessão ocorrerá de forma automática. O MDS informa que a entrada no programa depende da análise dos critérios e também da disponibilidade orçamentária.

As famílias também precisam manter os dados cadastrais atualizados e cumprir as condicionalidades previstas nas áreas de saúde e educação. Entre elas estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, o acompanhamento da vacinação e, no caso de gestantes, a realização do pré-natal.

O que acontece se a renda da família aumentar?

Um aumento de renda não necessariamente provoca o cancelamento imediato do Bolsa Família. O programa possui a chamada Regra de Proteção, criada para famílias que ultrapassam o limite de R$ 218 por pessoa depois de já estarem recebendo o benefício.

Famílias que aumentam a renda, mas permanecem dentro do limite previsto, podem continuar recebendo 50% do benefício por determinado período. Para famílias que ingressaram na Regra de Proteção a partir de julho de 2025, o limite de renda é de R$ 706 por pessoa.

Os prazos variam conforme a natureza da renda da família.

Como consultar o Bolsa Família?

O beneficiário pode acompanhar a situação do pagamento pelos aplicativos oficiais Bolsa Família e Caixa Tem. Também é possível consultar informações pelo Portal Cidadão da Caixa.

Nos aplicativos, o beneficiário consegue conferir o valor liberado, consultar o extrato e verificar a situação do benefício. Quem recebe pela conta do Caixa Tem também pode movimentar os recursos digitalmente, inclusive para pagamentos e transferências via Pix.

Para dúvidas relacionadas às regras, cadastro e situação do programa, o MDS disponibiliza o Disque Social 121. Informações sobre pagamento e saque também podem ser obtidas pela Central de Atendimento da Caixa, no telefone 111.

Acompanhe tudo sobre:Bolsa famíliaBenefícios

Mais de Invest

Carros a partir de R$ 2,5 mil e eletrônicos: Receita Federal abre novos leilões

A caneta emagrecedora ficou mais barata. Agora as farmácias precisam vender mais

Nvidia renova recorde e se aproxima dos US$ 6 trilhões em valor de mercado

Aposta em avanço de Flávio faz Ibovespa disparar 2,6% na véspera da eleição