Calendário: pagamentos de setembro do Bolsa Família seguem até quarta-feira, dia 30. (Roberta Aline / MDS/Divulgação)
Repórter de Invest
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 05h00.
A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira, 28, a parcela do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 8. O pagamento faz parte do calendário regular de setembro, que segue de forma escalonada até o dia 30.
Os depósitos do mês iniciaram no dia 17 para as famílias com NIS final 1. Depois do pagamento de hoje, faltarão apenas os beneficiários com finais 9 e 0, que recebem nos dias 29 e 30, respectivamente. O programa concentra os depósitos nos últimos dez dias úteis do mês.
Em setembro, o Bolsa Família atende 19,29 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 678,18. A parcela deste mês ainda considera os valores atuais do programa, incluindo o piso de R$ 600 por família.Este, porém, será um dos últimos pagamentos antes da atualização dos benefícios. A partir da folha de outubro, o valor mínimo garantido às famílias passará de R$ 600 para R$ 691, uma alta de 15,04%. Os novos valores começam a ficar disponíveis em 19 de outubro, primeiro dia do calendário do próximo mês.
Na folha de setembro, o Bolsa Família ainda garante um piso de R$ 600 por família. Isso não significa, porém, que todas as famílias recebam exatamente esse valor.
O programa possui uma cesta de benefícios que considera o número de pessoas e a composição de cada núcleo familiar. Atualmente, o Benefício de Renda de Cidadania corresponde a R$ 142 por integrante. Caso a soma desses valores não alcance R$ 600, entra em cena o Benefício Complementar, que completa a diferença até o piso.
Há ainda adicionais específicos, como o Benefício Primeira Infância, que acrescenta R$ 150 para cada criança de zero a sete anos incompletos.
Já o Benefício Variável Familiar, atualmente de R$ 50, contempla integrantes que se enquadram nas regras do programa, como gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes até 18 anos incompletos.
O valor final depende da quantidade de integrantes e da presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes na composição familiar.
A principal mudança para os beneficiários está na próxima folha de pagamentos. O governo atualizou em 15,04% os valores que compõem o Bolsa Família. O reajuste foi estabelecido pelo Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026, e produz efeitos financeiros a partir de outubro.
Com a atualização, o valor mínimo garantido por família sobe de R$ 600 para R$ 691. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) estima ainda que o benefício médio passe de cerca de R$ 675 para R$ 777 com a mudança.
O Benefício de Renda de Cidadania passará de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O Benefício Primeira Infância aumentará de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar passará de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível.
Se a soma dos benefícios calculados para determinada família ficar abaixo do patamar de R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença necessária para chegar aos R$ 691. Famílias que tenham direito aos adicionais poderão receber valores superiores.
Segundo o MDS, a correção de 15,04% considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. É a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual formato do programa, em 2023.
Embora o decreto que atualizou o programa tenha sido publicado em setembro, o pagamento dessa segunda-feira continua seguindo os valores antigos. Os valores reajustados serão considerados a partir da folha de outubro.
O primeiro grupo a receber será o de beneficiários com NIS final 1, em 19 de outubro. O calendário segue até 30 de outubro, quando recebem aqueles com NIS terminado em 0. As datas fazem parte do calendário oficial de pagamentos de 2026 divulgado pelo MDS.
Em setembro, o cronograma regular começou no dia 17. Confira todas as datas:
O calendário acima vale para a regra geral, mas, em setembro, moradores de 179 municípios tiveram o pagamento unificado e puderam movimentar o benefício desde 17 de setembro, independentemente do final do NIS.
A medida alcançou localidades com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal nos estados do Acre, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe. Ao todo, 419.414 famílias foram incluídas na antecipação.
Assim, beneficiários com NIS final 8 que vivem em uma dessas cidades não precisaram esperar até essa segunda-feira para ter acesso ao dinheiro.
A principal regra para ingresso no Bolsa Família é a renda. Podem participar famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
Para calcular a renda por pessoa, é preciso somar os rendimentos mensais recebidos pelos integrantes da família e dividir o resultado pelo número de pessoas que vivem no domicílio.
Estar no CadÚnico e se enquadrar no limite de renda, porém, não significa que a concessão ocorrerá de forma automática. O MDS informa que a entrada no programa depende da análise dos critérios e também da disponibilidade orçamentária.
As famílias também precisam manter os dados cadastrais atualizados e cumprir as condicionalidades previstas nas áreas de saúde e educação. Entre elas estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, o acompanhamento da vacinação e, no caso de gestantes, a realização do pré-natal.
Um aumento de renda não necessariamente provoca o cancelamento imediato do Bolsa Família. O programa possui a chamada Regra de Proteção, criada para famílias que ultrapassam o limite de R$ 218 por pessoa depois de já estarem recebendo o benefício.
Famílias que aumentam a renda, mas permanecem dentro do limite previsto, podem continuar recebendo 50% do benefício por determinado período. Para famílias que ingressaram na Regra de Proteção a partir de julho de 2025, o limite de renda é de R$ 706 por pessoa.
Os prazos variam conforme a natureza da renda da família.
O beneficiário pode acompanhar a situação do pagamento pelos aplicativos oficiais Bolsa Família e Caixa Tem. Também é possível consultar informações pelo Portal Cidadão da Caixa.
Nos aplicativos, o beneficiário consegue conferir o valor liberado, consultar o extrato e verificar a situação do benefício. Quem recebe pela conta do Caixa Tem também pode movimentar os recursos digitalmente, inclusive para pagamentos e transferências via Pix.
Para dúvidas relacionadas às regras, cadastro e situação do programa, o MDS disponibiliza o Disque Social 121. Informações sobre pagamento e saque também podem ser obtidas pela Central de Atendimento da Caixa, no telefone 111.