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Zuckerberg chama as regras da App Store da Apple de 'conflito de interesses'

Segundo ele, a grande maioria dos lucros no ecossistema móvel vai para a gigante de tecnologia

“É problemático para uma empresa ser capaz de controlar quais experiências de aplicativos acabam em um dispositivo”, disse Zuckerberg (Leah Millis/Reuters)

“É problemático para uma empresa ser capaz de controlar quais experiências de aplicativos acabam em um dispositivo”, disse Zuckerberg (Leah Millis/Reuters)

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Agência O Globo

30 de novembro de 2022, 19h51

O CEO da Meta Platforms , Mark Zuckerberg, disse que a App Store da Apple apresenta um conflito de interesses, acrescentando sua voz a uma onda de críticas às políticas de software da fabricante do iPhone.

“É problemático para uma empresa ser capaz de controlar quais experiências de aplicativos acabam em um dispositivo”, disse Zuckerberg nesta quarta-feira em uma entrevista na conferência DealBook do New York Times. A “grande maioria dos lucros no ecossistema móvel vai para a Apple”, acrescentou.

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As políticas e taxas da loja de aplicativos implementadas pela Apple e, em menor grau, pela Alphabet , controladora do Google, há muito tempo são um ponto de discórdia para empresas de tecnologia que buscam alcançar um amplo público.

O bilionário Elon Musk juntou-se ao coro após a aquisição do Twitter, enviando uma enxurrada de tuítes esta semana denunciando as taxas e restrições da Apple sobre quais aplicativos podem ser vendidos. Musk disse que a Apple ameaçou tirar o Twitter da App Store.

Zuckerberg repetiu alguns dos pontos de Musk. Ele chamou as regras de moderação de conteúdo da Apple para aplicativos de “conflito de interesses”, já que muitas vezes são apontadas para rivais. Isso torna a Apple “não apenas um governador que cuida dos interesses das pessoas”.

A receita da Meta, proprietária das redes sociais Facebook e Instagram, sofreu um impacto desde que a Apple endureceu suas políticas de privacidade para restringir como os usuários podem ser rastreados e direcionados à publicidade.

Quanto à abordagem de Musk para administrar o Twitter, Zuckerberg disse que algumas de suas ideias funcionarão e outras não. “Acho que será muito interessante ver como isso se desenrola”, afirmou.

Quanto à Meta permitir que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, volte ao Facebook, como o Twitter fez recentemente, Zuckerberg disse que o Conselho de Supervisão da empresa cuidará dessa decisão.

Wall Street está cada vez mais pessimista com o investimento da Meta em seu negócio de realidade virtual, que está perdendo dinheiro em meio à desaceleração da receita publicitária. No início do mês, Zuckerberg disse que a empresa cortaria mais de 11.000 empregos e assumiu a responsabilidade pessoal pelas decisões que levaram à necessidade de cortar custos. Em abril, a Meta relatou sua primeira queda trimestral de receita.

A entrevista desta quarta-feira começou com uma conversa gravada entre Zuckerberg e o moderador como avatares no mundo digital imersivo que a empresa chama de metaverso. Ainda assim, Zuckerberg disse que a ideia de que a Meta está totalmente focado no metaverso é “basicamente errada”.

O programa de mensagens WhatsApp será seu próximo grande alvo de monetização, disse ele, já que essa plataforma é “basicamente inexplorada”.

Ele citou o progresso no Reels, o recurso de vídeo curto da empresa, dizendo que algumas estimativas mostram que ele tem metade do tráfego do aplicativo de compartilhamento de vídeo TikTok fora da China.

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