Fabrica da WEG em Santa Catarina, Jaragua do Sul (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de Mercados
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 10h53.
Última atualização em 25 de setembro de 2026 às 11h03.
A WEG ampliou o projeto de sua nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês), que está sendo construída em Itajaí (SC). Com a atualização, a companhia aumentou a previsão de investimento e dobrou a capacidade produtiva estimada da unidade.
A nova fábrica terá investimento total de R$ 330 milhões e capacidade anual de produção de 4 gigawatts-hora (GWh). O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2027, segundo comunicado divulgado pela empresa.
O novo projeto incorpora maior nível de automação e melhorias de eficiência industrial, permitindo ampliar a capacidade em relação ao plano inicial anunciado pela companhia.
Em fevereiro, quando apresentou o projeto pela primeira vez, a WEG estimava investimento de R$ 280 milhões e capacidade anual de até 2 GWh.
A expansão da unidade ocorre em um momento de crescimento da demanda por sistemas de armazenamento de energia, especialmente para integração de fontes renováveis, como solar e eólica.
Os sistemas BESS permitem armazenar energia em períodos de maior disponibilidade e disponibilizá-la posteriormente, ajudando a equilibrar o funcionamento da rede elétrica.
Segundo a WEG, essa tecnologia tem papel relevante nos sistemas elétricos modernos ao contribuir para a estabilidade operacional, o aproveitamento de recursos energéticos e a maior flexibilidade do sistema.
Projeto acompanha primeiro leilão de armazenamento do país
A ampliação da fábrica acontece antes do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade Armazenamento Nacional, previsto para dezembro de 2026.
A licitação terá uma disputa específica para projetos que utilizem conteúdo nacional, após mobilização da indústria brasileira do setor.
Com a nova capacidade produtiva, a WEG afirma que pretende reforçar sua participação no desenvolvimento do mercado de armazenamento de energia no Brasil e atender à demanda crescente por soluções relacionadas à transição energética.