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Volatilidade e Europa ofuscam agenda na próxima semana

Nota do Setor Externo no Brasil e confiança do consumidor nos Estados Unidos devem mexer com os mercados

 (EXAME.com)

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Mirela Portugal

21 de maio de 2010, 18h51

São Paulo - A volatilidade ainda estará no horizonte dos mercados durante a semana, refletindo nas bolsas mundiais as incertezas da Europa, dizem analistas. "A situação na Europa ainda é tão confusa que a agenda de indicadores terá pouco impacto. Os mercados serão ditados pela agenda política, com a reunião de Bruxelas sobre o destino da região no final de semana", diz  o economista da Gradual Investimentos André Perfeito.

Por isso,  diz Perfeito,  os investidores brasileiros estarão de olho nos dados domésticos ligados diretamente ao cenário internacional. "A nota do setor externo, divulgada na terça-feira (25), é importante para saber se estamos protegidos da crise", destaca. O indicador de abril, que será divulgado pelo Banco Central às 10h30, traz informações sobre os investimentos estrangeiros no Brasil e de brasileiros no exterior, remessas de dólares para fora do país, entre outros dados.

Ainda na agenda brasileira, ganham destaque os dados de inflação com o IGP-M de março na sexta-feira (10 horas) e a nota de política monetária, também divulgada pelo Banco Central, na quarta-feira (10h30). "A previsão é que o IGP-M siga no ritmo da inflação, com alta esperada para 1,2%, avançando em relação ao resultado anterior de 0,77%", diz Perfeito.

Mundo

O PIB da Inglaterra para o primeiro trimestre é esperado para a quarta–feira (26), e deve trazer um leve crescimento, de 0,2% para 0,3%, ainda segundo Perfeito. Outro destaque da agenda internacional é a confiança do consumidor nos Estados Unidos, aponta o economista-chefe da Souza Barros, Clodoir Vieira. "É esperado que o dado mostre uma retomada da estabilidade no país, o que pode ajuda a dissolver tensões". Segundo o portal Briefing.com, é esperado um avanço para 58,3 pontos para o mês de maio, em oposição ao resultado de 57,9  pontos em abril.

Ainda segundo Vieira, a quinta-feira (27) é o dia mais forte para os mercados internacionais, com a divulgação do PIB americano para o primeiro trimestre e os pedidos do auxilio de desemprego, ambos às 9h30 de Brasília. "Quando ao PIB, é esperado um pequeno crescimento no desempenho do país, com avanço de  3,3%. Os pedidos devem diminuir, por sua vez".

Nos Estados Unidos, também serão divulgados na sexta-feira (28) os dados de renda pessoal e gastos pessoais (9h30 de Brasília).