O que move os mercados: agenda desta quinta,15, inclui vendas no varejo, indicadores europeus e balanços de bancos americanos (TIMOTHY A. CLARY/AFP)
Repórter
Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 05h30.
Os mercados financeiros entram nesta quinta-feira, 15, com uma agenda carregada de indicadores macroeconômicos e novos balanços corporativos, especialmente nos Estados Unidos.
Investidores monitoram dados de atividade e inflação na Europa, números relevantes da economia brasileira e sinais do mercado de trabalho e da indústria americana, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Logo cedo, a atenção se volta para a Europa, com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, às 4h, e da Alemanha, às 6h. Ainda pela manhã, saem dados de inflação na França, às 4h45, e na Espanha, às 5h.
Já às 7h, o mercado acompanha os números de balança comercial e produção industrial da zona do euro, indicadores importantes para avaliar o ritmo da atividade econômica no bloco.
No Brasil, o destaque do dia é a divulgação das vendas no varejo, às 9h, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No último resultado, referente a outubro de 2025, o volume de vendas cresceu 0,5% frente a setembro, marcando a primeira alta estatisticamente significativa desde março. Na comparação anual, houve avanço de 1,1%, com crescimento acumulado de 1,5% no ano e de 1,7% em 12 meses.
Já nos EUA, às 10h30, serão divulgados os pedidos iniciais de seguro-desemprego, referentes à semana encerrada em 9 de janeiro, além do Índice Empire State de manufatura, do Fed de Nova York, que traz uma leitura sobre a atividade industrial no início do ano.
O mercado também acompanha falas de dirigentes do banco central americano. O diretor do Fed, Michael Barr, discursa às 11h15, enquanto o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, fala às 14h40. As declarações são observadas de perto em busca de pistas sobre a avaliação do Fed em relação à economia e à trajetória da política monetária.
Na última divulgação, os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 199 mil, abaixo das expectativas de parte dos analistas, que projetavam cerca de 220 mil, sinalizando um mercado de trabalho mais resiliente do que o esperado.
No campo corporativo, a temporada de balanços continua influenciando o humor dos investidores. Nesta quinta-feira, os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley divulgam seus resultados do quarto trimestre de 2025, dando sequência aos números das grandes instituições financeiras americanas. O gigante de investimentos BlackRock também apresenta seu balanço.
Na véspera, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo divulgaram resultados referentes ao quarto trimestre, com números considerados mistos e, em alguns casos, abaixo das expectativas, o que levou à queda das ações e pressionou as bolsas de Nova York. Antes deles, o JP Morgan havia aberto a temporada ao reportar lucro líquido de US$ 13,03 bilhões, uma queda de 7% na comparação anual.