Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) foram ações mais negociadas em julho, mostra levantamento

Segundo os dados do TradeMap, as duas empresas representaram, respectivamente, 5,64% e 5,41% do total das negociações no mês passado
B3 (B3SA3) - Ibovespa (Eduardo Frazão/Exame)
B3 (B3SA3) - Ibovespa (Eduardo Frazão/Exame)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 08/08/2022 às 12:03.

Última atualização em 08/08/2022 às 15:01.

A Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR3) foram as ações mais negociadas na B3 (B3SA3) no mês de julho.

As duas empresas representaram, respectivamente, 5,64% e 5,41% do total das negociações no mês passado, mostra um levantamento realizado pelo Trademap e obtido pela EXAME com exclusividade.

A Vale e a Petrobras são as maiores empresas da B3 em valor de mercado e estiveram em primeiro e segundo lugar também ao longo das pesquisas anteriores sobre ações mais negociadas.

"A Vale no topo das empresas mais negociadas não chega a surpreender, uma vez que a empresa tem aparecido repetidamente como a ação mais indicada por analistas nas carteiras recomendadas por corretoras. A Petrobras, por sua vez, apesar de também ter recebido atenção crescente, é impulsionada por maiores lucros e dividendos no período", explicou Sérgio Castro, analista CNPI do TradeMap, "E ambas ainda têm a confiança do investidor justamente por serem empresas maduras, testadas ao longo do tempo".

Em terceiro lugar entre os papéis mais negociados está a Magazine Luiza (MGLU3), com 3,49%, seguida pela Itaúsa (ITSA4), com 2,83% e pelo Banco do Brasil (BBSA3), com 2,46%.

Confira as primeiras dez ações mais negociadas na B3 em julho

Posição Empresa Em % do total de negociações
Vale 5,64
Petrobras 5,41
Magazine Luiza 3,49
Itaúsa 2,83
Banco do Brasil 2,46
PetroRio 2,39
Bradesco 2,16
Copel 1,62
Eletrobras 1,55
10º Klabin 1,55

Entre as dez empresas mais negociadas pelos investidores no mês de julho, apenas quatro tiveram desempenho superior ao do índice Bovespa, que no período registrou alta de 4,69%.

Além da Petrobras (PETR4), cujos papéis subiram mais de 22% no último mês, acumulando alta de mais de 76% nos últimos 12 meses, também bateram o índice as ações do Banco do Brasil (7,76%), da PetroRio (10,14%) e do Magazine Luiza (10,26%), que voltou a brilhar depois de quedas sucessivas. A varejista ainda acumula uma perda de 49,26% no ano.

O levantamento considerou a quantidade de ordens executadas no período analisado e foram consideradas a soma de ações preferenciais e ordinárias, quando existentes.

Fundos imobiliários ganharam espaço no mercado financeiro brasileiro

Entre os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) mais negociados no mês passado, o pódio ficou com Maxi Renda (MXRF11), Kinea Securities (KNSC11) e XP Malls (XPML11).

Posição Fundo Imobiliário Em % do total de negociações
Maxi Renda (MXRF11) 2,98
Kinea Securities (KNSC11) 2,68
XP Malls (XPML11) 2,59
Pátria Logística (PATL11) 2,37
Polo Crédito Imobiliário (PORD11) 2,26
Ourinvest Jpp (OUJP11) 2,17
XP Log. (XPLG11) 2,15
Valora Hedge (VGHF11) 2,12
Capitania Securities (CPTS11) 2,10
10º Riza Terrax (RZTR11) 1,93

 

Entre os dez fundos imobiliários mais negociados entre os investidores no mês de julho, seis tiveram rentabilidade superior ao Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) — que no período subiu 0,66% —, com destaque para três deles: o XP Log. (XPLG11), que registrou alta de 4,96% no período; o Polo Crédito Imobiliário (PORD11), com ganhos de 2,98% e o Maxi Renda (MXRF11), que teve alta de 2,75% e que lidera a lista entre os mais negociados do mês.

Quando avaliados os segmentos para os quais os fundos imobiliários se voltam, os mais negociados no período são os de recebíveis, que investem em papéis de renda fixa ligados ao setor imobiliário, tais como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras Hipotecárias (LH) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

Dos dez FIIs listados, seis são do tipo papel, como eles também são chamados — os já citados Maxi Renda (MXRF11) e Kinea Securities (KNSC11), além de Polo Crédito Imobiliário (PORD11), Ouroinvest JPP (OUJP11), Valora Hedge (VGHF11) e Capitania Securities (CPTS11).

Para Castro, os fundos de recebíveis têm chamado atenção do investidor justamente por investirem em papéis que são corrigidos pelo CDI ou por índices de inflação, em geral IPCA ou IGP-M.

"Em razão da alta da taxa de juro, esses FIIs são embalados por maior rentabilidade", pontua o analista do TradeMap.