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Vale, Hapvida, Americanas: as 10 maiores altas e baixas do Ibovespa em novembro

Índice fecha mês em queda de 3% com volatilidade com impulso no último pregão antes de eleições

Painel de cotações da B3 (Germano Lüders/Exame)

Painel de cotações da B3 (Germano Lüders/Exame)

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Beatriz Quesada

30 de novembro de 2022, 20h11

O Ibovespa encerrou o mês de novembro em queda de 3%, prejudicado pela volatilidade trazida pelo cenário político. Investidores ainda aguardam decisão sobre a política fiscal do novo governo Lula e quem será o próximo ministro à frente da Fazenda. 

As incertezas fiscais e econômicas prejudicaram, principalmente, as empresas que sofrem mais com juros mais altos. Varejistas ficaram entre as maiores quedas do mês, assim como Cogna (COGN3), CVC (CVCB3) e Positivo (POSI3), que também são ações prejudicadas pela incerteza no cenário macroeconômico. Todas caíram mais de 30% no mês.

A liderança das baixas, no entanto, ficaram com a Hapvida (HAPV3). A operadora de saúde decepcionou no resultado do terceiro trimestre. Os papéis caíram 14% em um único pregão após a companhia divulgar lucro líquido de R$ 35,2 milhões no terceiro trimestre, queda de 19,5% frente ao mesmo período do ano passado.

As maiores altas, por outro lado, ficaram com as ações ligadas ao minério de ferro que subiram de olho na China. Os papéis tiveram valorizações expressivas na primeira e na última semana do mês, ambas repercutindo a expectativa de relaxamento na política de covid zero no país, que tem segurado a economia. 

Medidas de apoio ao setor imobiliário na China também impulsionaram as ações, que são beneficiadas com o uso de aço na indústria. A maior alta ficou com a Vale (VALE3), maior ação do índice, que subiu quase 28% no mês.

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