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Trump e CEO do maior banco dos EUA retomam diálogo para discutir economia e juros

Jamie Dimon foi recebido no Salão Oval por Trump na última semana; conversa abordou cortes de juros pelo Fed, política tarifária e temas de regulação financeira

Jamie Dimon é CEO do JP Morgan Chase (Noam Galai /Getty Images)

Jamie Dimon é CEO do JP Morgan Chase (Noam Galai /Getty Images)

Publicado em 31 de julho de 2025 às 10h06.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na semana passada o CEO do banco JPMorgan, Jamie Dimon, para uma conversa reservada no Salão Oval da Casa Branca. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o encontro teve como foco temas econômicos, como juros, regulação financeira e a política comercial da atual gestão.

A reunião marcou o segundo encontro entre os dois em menos de dois meses e simboliza uma reaproximação após anos de declarações públicas contraditórias.

Durante a campanha eleitoral de 2024, Trump chegou a chamar Dimon de “globalista superestimado”, mas mais recentemente o elogiou como “um gênio financeiro”, após elogios do banqueiro a um acordo comercial fechado com o Japão.

Durante o encontro mais recente, Trump consultou Dimon sobre a possibilidade de cortes nos juros pelo Federal Reserve, num momento em que o mercado especula sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Também discutiram o impacto das tarifas comerciais, tema sensível após o anúncio das chamadas “tarifas do Dia da Libertação”.

Além de Trump e Dimon, participaram da reunião o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick. Representantes da Casa Branca e do JPMorgan não comentaram o conteúdo da conversa.

A relação entre Trump, de 79 anos, e Dimon, de 69, tem sido marcada por altos e baixos. O executivo, que afirma considerar um dever patriótico colaborar com qualquer governo americano, chegou a aconselhar Trump durante o primeiro mandato, mas depois se afastou. Já o presidente oscilou entre críticas e especulações sobre nomear Dimon para a Secretaria do Tesouro.

Apesar das divergências passadas, inclusive sobre tarifas e regulação, ambos têm moderado o tom neste ano, em meio ao novo ciclo presidencial e à busca por apoio do setor financeiro.

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