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Temor de tarifas de Trump pesa e Stoxx 600 cai ao menor nível em 2 meses

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o pregão em baixa de 1,19%, aos 607,06 pontos

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 16h43.

As bolsas europeias tiveram um dia de forte aversão ao risco nesta segunda-feira, 19, com o índice pan-europeu Stoxx 600 registrando a maior queda diária em cerca de dois meses.

O movimento foi provocado por novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas adicionais a países da Europa em meio às tensões envolvendo a Groenlândia.

O Stoxx 600 encerrou o pregão em baixa de 1,19%, aos 607,06 pontos. Os principais mercados do continente acompanharam o tom negativo: o FTSE 100, referência acionária do Reino Unido, anotou queda de 0,39%, aos 10.195,35 pontos. No fechamento, o DAX, da Alemanha, recuou 1,34%, aos 24.959,06 pontos, e o CAC 40, da França, cedeu 1,78%, aos 8.112,02 pontos.

Trump afirmou que pretende aplicar uma tarifa extra de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre produtos provenientes de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido.

Segundo o presidente, a alíquota pode subir para 25% em 1º de junho caso não haja avanço em um acordo que envolva as negociações sobre a Groenlândia.

A retórica reacendeu memórias da volatilidade observada no ano passado, quando Trump anunciou tarifas que afetaram diversas economias globais. Analistas avaliam que as falas também colocam em xeque a durabilidade dos acordos comerciais firmados entre os Estados Unidos e a Europa desde então, elevando a incerteza no curto prazo.

Luxo, automóveis e tecnologia sentem mais o impacto

O impacto foi generalizado nos mercados acionários, com destaque negativo para os setores mais sensíveis ao comércio internacional. As ações de empresas de luxo lideraram as perdas, com queda de cerca de 3%, seguidas pelos segmentos automotivo e de tecnologia, que recuaram 2,2% e 2,9%, respectivamente.

O pregão europeu ocorreu em um dia de liquidez reduzida nos mercados globais, já que as bolsas de Nova York permaneceram fechadas em razão do feriado do Dia de Martin Luther King Jr.

No pano de fundo macroeconômico, dados divulgados pela Eurostat mostraram desaceleração da inflação na zona do euro. O índice de preços ao consumidor subiu 1,9% em dezembro na comparação anual, abaixo dos 2,1% registrados em novembro, o que manteve no radar as expectativas para os próximos passos do Banco Central Europeu.

As atenções do mercado também se voltam para o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde líderes políticos e executivos devem comentar o cenário global. As declarações feitas no evento serão observadas de perto em busca de sinais sobre o futuro das tarifas e os desdobramentos geopolíticos nas relações entre Estados Unidos e Europa.

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