T4F: companhia recebeu aval da CVM para fechar o capital. (Camila F. Cara/LinkedIn Time For Fun/Divulgação)
Repórter de Invest
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 10h22.
A Time for Fun (T4F) recebeu na terça-feira, 1º, a aprovação final da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para deixar a bolsa de valores. A autarquia deferiu o cancelamento do registro de emissora categoria "A" da companhia, encerrando um processo iniciado em março.
Com a decisão, a T4F passa a ser uma empresa de capital fechado e suas ações deixam de ser negociadas na B3. A companhia também deixa o Novo Mercado, segmento de listagem que reúne empresas sujeitas a regras mais rígidas de governança.
A medida é prevista no parágrafo 5º do artigo 4º da Lei das Sociedades por Ações e pode ser adotada porque menos de 5% do capital da companhia continua nas mãos de acionistas minoritários.
O fechamento de capital ocorre após a oferta pública de aquisição de ações (OPA) concluída em julho e comandada pelo fundador da companhia, Fernando Luiz Alterio.
A operação resultou na compra de 1.946.835 ações ordinárias, equivalentes a 58,13% dos papéis que estavam em circulação e a mais de 82% das ações habilitadas a participar do leilão.
Com a liquidação financeira da oferta, realizada em 22 de julho, Alterio e os demais acionistas ligados ao grupo controlador passaram a deter 79,14% do capital total da T4F.
O preço pago foi de R$ 6,02 por ação, a partir do preço-base de R$ 5,59 estabelecido no laudo de avaliação e corrigido pela taxa Selic desde o fim de 2025.
A saída da bolsa encerra um ciclo de forte desvalorização das ações SHOW3. No último pregão antes da conclusão da oferta, os papéis fecharam a R$ 6,24, acumulando queda de 4,73%. Neste ano, porém, subiam 2,46% e, nos últimos 12 meses, 6,30%.
Só que, desde a abertura de capital, em 2011, as ações acumulam perda superior a 90%, um dos piores desempenhos entre as companhias listadas do setor de entretenimento.
Fundada em 1983 como uma casa de espetáculos, a T4F construiu ao longo de mais de quatro décadas um portfólio que inclui a produção de shows como os da cantora Taylor Swift no Brasil, além de festivais consolidados no calendário musical nacional, como Lollapalooza e Primavera Sound.
O fechamento de capital encerra um ciclo de 15 anos da T4F como companhia aberta, período marcado por oscilações relevantes no valor de mercado de suas ações.