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Selic será mantida em 13,75%? Copom define taxa nesta quarta: saiba o que esperar

Membros do Comitê de Política Monetária divergiram em última decisão, que marcou o fim do ciclo de alta de juros

Roberto Campos Neto: presidente do Banco Central (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Roberto Campos Neto: presidente do Banco Central (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Guilherme Guilherme

26 de outubro de 2022, 17h33

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira, 26, para a decisão da taxa básica de juros Selic, que será divulgada a partir das 18h30. A ampla expectativa do mercado é de que Copom mantenha a taxa inalterada em 13,75%, desta vez, por unanimidade.

Na última reunião do Copom, a primeira em que a taxa se manteve inalterada desde o início do ciclo de alta, dois dos nove membros do Comitê votaram por mais uma elevação residual de 0,25 ponto percentual.

"Não estava tão claro que iriam parar de subir na última reunião. Mas dado que pararam há 45 dias, não tem por quê voltar a subir agora. É um Copom que só precisa acontecer porque existe um calendário a ser seguido", afirmou Raone Costa, economista-chefe da Alphatree Capital.

Embora o Copom tenha mantido a taxa estável, a última decisão foi marcada por um comunicado duro, com ameaças de a alta de juros ser retomada, caso a inflação não desacelere como o esperado. Costa espera por algo semelhante nesta noite. "O comunicado anterior vai ser praticamente repetido. Qualquer coisa diferente disso me surpreenderia", disse.

A expectativa é compartilhada por Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, que também espera pela manutenção da Selic em 13,75% e um comunicado semelhante ao da última decisão.

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"O grande destaque será se haverá ou não alguma sinalização de cortes de juros no horizonte. Mas não que vai ter isso ainda, porque a inflação tem alguns pontos que preocupam e a questão fiscal se deteriorou um pouco mais", afirmou.

Ainda que não veja espaço para sinalização de cortes, Veronese acredita que novas altas de juros são ainda mais improváveis. "O Copom deixou a porta aberta para eventualmente voltar a subir, mas acho que essa nunca foi a intenção real. Acredito que o próximo movimento será de corte, mas só no fim do primeiro semestre de 2023."

O consenso do mercado, segundo o boletim Focus, é de que o Copom encerre o ano com a Selic em 13,75%, sem alterações previstas para as reuniões desta quarta e de dezembro. Para 2023, a expectativa é de que a Selic caia para 11,25% e para 8% em 2024.