Scandinavian Airlines: aérea declara recuperação judicial em meio à greve de pilotos

A empresa disse que continuará a atender seus clientes durante o processo, que foi iniciado de forma voluntária
Em um momento conturbado para a aviação europeia, SAS busca a recuperação judicial para se reerguer (SOPA IMAGES/Getty Images)
Em um momento conturbado para a aviação europeia, SAS busca a recuperação judicial para se reerguer (SOPA IMAGES/Getty Images)
Roberto Bodetti
Roberto Bodetti

Publicado em 05/07/2022 às 13:45.

Última atualização em 05/07/2022 às 16:47.

A Scandinavian Airlines (SAS), declarou, na manhã desta terça-feira, dia 5, que entrou de forma voluntária em um processo de recuperação judicial

A decisão foi tomada um dia após mais de mil pilotos da companhia sueca entrarem em greve. 

De acordo com a SAS, a greve é muito prejudicial e afeta pelo menos 50% das viagens programadas e um total de 30 mil passageiros diariamente. 

Além  disso, a greve também contribui com a piora da série de problemas enfrentados pelo mercado da aviação europeia nos últimos meses. 

A companhia declarou que irá continuar atendendo, na medida do possível, seus clientes e que os passageiros afetados pelo período conturbado podem recorrer a opções como o reembolso, reagendamento ou rotas alternativas.

O objetivo da recuperação judicial

O pedido voluntário da SAS à corte de falência dos Estados Unidos foi um movimento estratégico e de acordo com a própria companhia tem como objetivo acelerar o processo de um pacote de melhorias chamado de SAS Forward. 

O projeto foi criado para implementar elementos chave para que a Scandinavian Airlines possa se manter influente e competir a longo prazo com outras companhias aéreas. 

De acordo com a companhia, já existem discussões em andamento com possíveis credores e que, por hora, podem trazer aproximadamente 700 milhões de dólares (7,5 bilhões em coroas suecas) de investimento para ajudar a companhia a se restabelecer. 

Problemas na aviação europeia

O momento atual é complexo para as companhias aéreas na Europa. Após dois anos de menor movimento por conta dos efeitos da pandemia do coronavírus, as companhias enfrentam, neste verão europeu, algumas dificuldades como: baixa demanda de passagens, mão de obra reduzida e insatisfação dos colaboradores restantes. Estas últimas vem gerando greves e protestos por melhores condições de trabalho para as tripulações das aeronaves. 

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