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Santos Brasil tem 2º melhor resultado da história e acelera diversificação

Empresa que administra terminais portuários se beneficiou da retomada de importações e exportações e teve Ebitda de R$ 106 milhões, acima das projeções de analistas
Vista do Tecon Santos, terminal de contêineres no Porto de Santos, sob gestão da Santos Brasil (Divulgação/Santos Brasil)
Vista do Tecon Santos, terminal de contêineres no Porto de Santos, sob gestão da Santos Brasil (Divulgação/Santos Brasil)
Por Marcelo SakatePublicado em 11/05/2021 21:54 | Última atualização em 11/05/2021 22:02Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A retomada do comércio exterior e a estratégia de diversificação de cargas ajudaram a guiar a Santos Brasil (STBP3) ao seu segundo melhor resultado -- medido pelo Ebitda -- para os três primeiros meses do ano, atrás apenas dos números de 2013. O Ebitda não-recorrente cresceu 175,6% na comparação anual, para 106,1 milhões de reais, com margem de 33,7%, segundo números divulgados nesta terça-feira, 11, depois do fechamento do mercado.

"Forte resultado. Excelente volume. A caminho de superar o topo do guidance do ano", escreveu Marcel Zambello, analista da EXAME Invest Pro, em relatório na noite de terça sobre os números divulgados.

Zambello destacou que os indicadores superaram com folga o consenso de mercado. O Ebitda ficou 43,4% acima do consenso, que era de 74 milhões de reais. No caso do lucro líquido, que saltou 332% na comparação anual e ficou em 30,9 milhões de reais no primeiro trimestre, o número superou o consenso das projeções em 209%.

Leia a análise da EXAME Invest Pro sobre o resultado da Santos Brasil e conheça o preço-alvo

"Foi um resultado forte, com crescimento de 21% [no volume de contêineres em terminais portuários] no ano contra o ano. Tivemos um mix de cargas muito saudável. Isso significa muito volume com uma boa quantidade de contêineres importados no Tecon Santos", disse Daniel Pedreira Dorea, CFO (diretor financeiro) da Santos Brasil,à EXAME Invest.

"É uma combinação virtuosa porque, como esse é um negócio com alta alavancagem operacional, umz vez que os custos fixos estão sob controle, com esse volume adicional e um mix de cargas, a margem se expande naturalmente", afirmou.

Segundo o executivo, trata-se de um movimento sustentável para o restante do ano se não houver surpresas no cenário. "Os números do primeiro trimestre não captam os efeitos da renegociação do novo contrato", disse Dorea. É uma referência à recente renovação com o grupo dinamarquês Maersk para a operação de contêineres por valores mais altos no Tecon Santos. O contrato entrou em vigor em abril, com duração de um ano.

Dorea conta que a Santos Brasil tem duas frentes claras no planejamento estratégico. Uma delas é a recuperação das margens e do resultado do portfólio, e isso passa pelo Tecon Santos, que é considerado o pulmão do portfólio atual.

Isso significa uma recomposição crescente de preços em um quadro de equilíbrio entre oferta e demanda no Tecon Santos, terminal portuário que administra no Porto de Santos.

A outra frente é a expansão dos negócios da companhia, um caminho descrito como natural na medida em que a operação já existente vai ganhando eficiência. Um passo importante foi dado há um mês com a vitória da Santos Brasil no leilão de concessão de três terminais de graneis líquidos (voltados para derivados do petróleo) no Porto de Itaqui, no Maranhão. O valor de outorga foi de 157,3 milhões de reais, com investimentos previstos de 417,1 milhões de reais.

"Foi uma excelente oportunidade de diversificação para a companhia", disse Antônio Carlos Sepúlveda, CEO da Santos Brasil, destacando o fato de o Porto de Itaqui servir como ponto de conexão com as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e ser ligado ao agronegócio. A operação serviu como um passo inicial dentro do plano de expansão que ancorou o follow on (oferta subsequente) da companhia em setembro passado, quando levantou 790 milhões de reais.

Segundo Dorea, a empresa já foi habilitada pela Antaq (a agência reguladora do setor) para operar os terminais, e falta agora que o governo faça a homologação do leilão, o que deve ocorrer até agosto. De todo modo, a incorporação dos terminais ao resultado da companhia só deve acontecer a partir do próximo ano.

"Continuamos atentos a oportunidades que possam nos trazer crescimento em novas áreas ou aumento de participação no mercado de contêineres, que é o nosso DNA. E uma área dá impulso à outra", afirmou o CFO da Santos Brasil sobre a presença em leilões futuros.