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Santander e Safra fazem pedidos para Justiça suspender recuperação da Americanas

Há ainda um pedido para que a Justiça determine que a Americanas apresente, em 24 horas, documentos que "comprovem cabalmente" que a cidade do Rio de Janeiro é de fato o principal local de sua sede

Americanas: no pedido, há até fotos de um prédio, que o documento diz ser a sede da Americanas no Rio (Dado Galdieri/Bloomberg/Getty Images)

Americanas: no pedido, há até fotos de um prédio, que o documento diz ser a sede da Americanas no Rio (Dado Galdieri/Bloomberg/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

24 de janeiro de 2023, 16h50

O Santander e o Safra entraram com recursos (agravo de instrumento) na Justiça para suspender a Recuperação Judicial (RJ) das Americanas. O Santander, em dois documentos com a data desta terça-feira, 24, argumenta que o "pior já aconteceu" e alega que a Justiça do Rio de Janeiro não é a mais apropriada para julgar o pedido da rede de varejo, que deveria transcorrer em São Paulo, onde a maior parte das decisões da rede é tomada.

"O processamento da recuperação judicial deve, sempre, se dar no foro em que o devedor centraliza a direção-geral de seus negócios", argumentam os advogados do Santander, em documento que o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) teve acesso.

No pedido, há até fotos de um prédio, que o documento diz ser a sede da Americanas no Rio.

Há ainda um pedido para que a Justiça determine que a Americanas apresente, em 24 horas, documentos que "comprovem cabalmente" que a cidade do Rio de Janeiro é de fato o principal local de sua sede.

Já o Safra, que tem R$ 2 bilhões em linhas de crédito com a varejista, alega que seria necessária uma perícia mais detalhada para saber as condições reais da rede de varejos e que ela não apresentou os três últimos balanços, um dos requisitos em um processo de recuperação judicial.

Procurados, Santander e Safra não se pronunciaram até o fechamento deste texto.