Rodobens ataca o seu “principal problema” e ações serão beneficiadas

Venda de R$ 300 milhões em ativos e recompra devem estimular a alta dos papéis da companhia
 (EXAME.com)
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Marcel SalimPublicado em 04/05/2011 às 17:37.

São Paulo – A decisão da Rodobens Negócios Imobiliários (RDNI3) de recomprar ações e de vender até 300 milhões de reais em participações que possui em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), com fins exclusivamente imobiliários, devem impulsionar as ações, atacando o principal problema da empresa: o alto grau de alavancagem, avalia o Banco Fator.

Em relatório, os analistas Eduardo Silveira e René Brandt colocaram os papéis da companhia em revisão para incorporar em sua análise as duas medidas anunciadas pela rede de concessionárias.

Do montante de 300 milhões de reais, a Rodobens já possui compromissos de venda para investidores de dois empreendimentos, no valor total de 180 milhões de reais. A liquidação dos negócios está prevista para este mês.

Segundo o Banco Fator, a notícia é positiva porque ataca o alto grau de alavancagem, classificado como o “principal problema” da companhia. Para os analistas, o preço da ação deve se valorizar “justamente pela securitização/repasse de recebíveis performados e pela consequente redução no nível endividamento”.

Assim sendo, os papéis da companhia serão beneficiados pela venda de unidades em estoque fora do pacote habitacional, pela securitização de recebíveis e pela entrega de obras, estimam os analistas.

“Acreditamos que a situação financeira deverá melhorar no decorrer de 2011, com o aumento do repasse de recebíveis, entrada de recursos no caixa e redução do endividamento. Os esforços realizados pela empresa para acelerar o processo de desalavancagem devem mostrar resultados mais expressivos nos próximos trimestres”, prevê o Banco Fator.

Sobre a recompra de ações, a companhia informou que pretende adquirir até 2,261 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 10% do capital em circulação. A recompra terá duração de 180 dias. Esta operação “também deverá causar efeito positivo adicional no preço das ações”, projetam Silveira e Brandt.