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Resultado da Caixa revela dimensão da atuação do banco público na pandemia

Banco estatal foi o principal canal de distribuição do auxílio emergencial e também reduziu juros do crédito imobiliário e do cheque especial

 (Germano Lüders/Exame)

(Germano Lüders/Exame)

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Marcelo Sakate

Publicado em 26 de agosto de 2020, 06h00.

Última atualização em 26 de agosto de 2020, 06h30.

A Caixa foi o banco público que desempenhou um papel fundamental nas políticas do governo para amenizar os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Teve redução de juros do cheque especial e do crédito habitacional, bancarização de dezenas de milhões de brasileiros que receberam as parcelas de 600 reais do auxílio emergencial e empréstimos para micro e pequenas empresas, entre outras medidas.

São ações estratégicas do acionista controlador - o governo federal - que certamente vão se refletir nos resultados do banco, no curto prazo ou em período mais extenso. Uma dimensão desse impacto será conhecida nesta quarta-feira pela manhã, com a divulgação dos números no segundo trimestre, seguida de entrevista do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Além disso, os resultados da Caixa completam a safra dos cinco maiores bancos de varejo do país. Juntos, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander reportaram queda aproximada de 40% nos lucros e aumento de cerca de 100% nas provisões para cobrir eventuais perdas com empréstimos.

Para a Caixa, a crise sem precedentes abre uma janela de oportunidades. Até meados de julho,  o banco já havia repassado 121,1 bilhões de reais para 65,2 milhões de brasileiros beneficiados pelo auxílio emergencial e outros 6,4 bilhões de reais para 3,7 milhões de trabalhadores que recebem o benefício do programa de redução de jornada e salário ou suspensão de contrato de trabalho.

Além disso, vai disponibilizar até setembro 37,8 bilhões de reais para 60 milhões de pessoas que têm direito ao saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O aumento da popularidade do presidente Jair Bolsonaro, recém-revelada em pesquisa em decorrência de medidas como o auxílio emergencial, alimenta a expectativa de que novos programas voltados para a população de baixa renda estão por vir. A versão remodelada do Minha Casa Minha Vida e o esperado programa social Renda Brasil são dois exemplos, e a Caixa desempenhará papel novamente fundamental.