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'Ressaca' do Copom e auxílio-desemprego nos EUA: o que move os mercados nesta quinta

Agenda também traz dado de varejo no Brasil e balança comercial americana

Radar: mercado deve operar sob influência de decisões do Fed e Copom (Paulo Whitaker/Reuters)

Radar: mercado deve operar sob influência de decisões do Fed e Copom (Paulo Whitaker/Reuters)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 05h00.

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Nesta quinta-feira, 11, os mercados financeiros acompanham indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos e repercutem importantes decisões de política monetária anunciadas ontem. No cenário doméstico, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, enquanto, no exterior, o Federal Reserve reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica americana para 3,50% a 3,75%, em linha com as expectativas.

A combinação das decisões ampliou o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, reforçando a atratividade do carry trade. Nesse tipo de estratégia, investidores captam recursos em moedas de países com juros mais baixos, como o dólar, para aplicar em mercados de maior retorno, como o brasileiro. Via de regra, o movimento tende a sustentar os fluxos de capital para ativos locais, especialmente títulos públicos e o real, que se beneficiam do ambiente de juros elevados.

Após a decisão do Fed, o Ibovespa ganhou algum impulso e fechou a quarta-feira em alta de 0,69%. Ainda assim, se manteve abaixo dos 160 mil pontos, patamar perdido na semana passada com o noticiário político às vésperas de um ano eleitoral.

Nesta quinta-feira, o indicador de destaque na agenda brasileira são as vendas no varejo de outubro, que devem apresentar uma retração de 0,1% na leitura mensal e de 0,2% na comparação anual.

Nos Estados Unidos, as atenções se voltam ao para o número semanal de pedidos de auxílio-desemprego, projetado em 220 mil. O mercado de trabalho tem sido acompanhado à lupa pelo Fed e ajudado nas recentes tomadas de decisão da autoridade monetária.

Outro destaque da agenda americana é balança comercial de setembro, com déficit estimado em US$ 63,3 bilhões. É um dado que ajuda a compreender pressões sobre o dólar e perspectivas de crescimento econômico.

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