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Reação às falas de Campos Neto, inflação dos EUA, Nubank e o que mais move o mercado

Campos Neto adota tom conciliador com governo, defente autonomia do BC e se diz contra mudança de meta de inflação; no exterior, expectativa é por Índice de Preço ao Consumidor americano

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Roberto Campos Neto em participação no Roda Viva (Youtube/Reprodução)

Roberto Campos Neto em participação no Roda Viva (Youtube/Reprodução)

Índices futuros dos Estados Unidos operam em leve alta na manhã desta terça-feira, 14, com investidores à espera da divulgação de dados da inflação americana referentes ao mês de janiero.

CPI dos EUA

A expectativa é de que o Índice de Preço ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), previstos para às 10h30 (de Brasília), desacelere de 6,4% para 6,2% na comparação anual, terminando o mês com 0,5% de alta. Para o núcleo do CPI espera-se um leve recuo de 5,4% para 5,2%, ficando a 0,4% no mês.

"Como de costume, o foco estará no núcleo da inflação e, em particular, nos principais serviços, já que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e seus colegas enfatizaram sua importância para a política monetária", avaliou o banco ING em relatório.

A inflação americana ainda deverá ser tema dos discursos de dois membros do Fed que irão discursar nesta tarde: John Williams e Patrick Harker.

Desempenho dos indicadores às 8h (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,09%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,24%
  • Nasdaq futuro (Nova York): + 0,37%
  • FTSE 100 (Londres): + 0,35%
  • DAX (Frankfurt): + 0,28%
  • CAC 40 (Paris): + 0,45%
  • Hang Seng (Hong Kong)*: - 0,24%

Campos Neto no Roda Viva

No Brasil, investidores devem repercutir nesta terça as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista ao Roda Viva.

O banqueiro, que nas últimas semanas foi alvo de críticas do governo, adotou tom conciliador. Disse buscar uma "harmonização" com a equipe econômica do governo e afirmou estar disposto a se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou mesmo ir ao Congresso para explicar as motivações para a manutenção da taxa de juro em patamar elevado.

Campos Neto, por outro lado, defendeu a impotância da autonomia do BC e se posicionou contra a mudança das metas de inflação, desejada pelo governo petista. Segundo ele, a alteração poderia provocar um "efeito contrário ao desejado".

Contra mudança da meta

"Em nenhum momento, defendemos mudar a meta no sentido de ganhar flexibilidade. O efeito prático seria perder flexibilidade. Tem um grupo de economistas que acreditam que se aumentar a meta em um momento em que a expectativa está desancorada, o mercado vai pedir um prêmio de risco maior ainda. Me situo nesse grupo."

O presidente do BC, contudo, admitiu que um "aprimoramento" da meta vem sendo discutido dentro do Conselho Monetário Nacional (CMN), mas que não poderia explicar os detalhes. A próxima reunião do CMN está prevista para quinta-feira, 16.

Possível voto vencido

Além do presidente do BC, compõem o CMN o minsitro da Fazenda, Fernando Haddad, e a do Planejamento, Simone Tebet. Embora contrário à possibilidade de mudança da meta, Campos Neto relembrou que quem a define é o governo "O Banco Central segue meta que é definida. Ele tem um voto de três", disse. 

Novas falas de Campos Neto

As atenções do mercado devem seguir com Campos Neto nesta terça, em sua participação no evento BTG Conference ainda pela manhã. O evento poderá ser acompanhado por esse link.

Nubank e outros balanços

O resultado do quarto trimestre mais aguardado desta terça é o do Nubank, previsto para após o encerramento do pregão. Movida, Raízen, Totvs e Vamos também apresentam seus respectivos balanços nesta terça. Na última noite, foi a vez do Banco do Brasil, que registrou lucro líquido ajustado de R$ 9 bilhões no trimestre, 51,3% acima do mesmo período de 2021. No ano, o lucro líquido do banco foi de R$ 31,8 bilhões.

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