Reação à manutenção da Selic, decisão do BoE, Eletromídia, Movida e o que mais move o mercado

Mercado vê BC "hawkish", apesar de fim de ciclo de alta de juros; membros do Copom divergiram sobre decisão
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (Andre Coelho/Bloomberg/Getty Images)
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (Andre Coelho/Bloomberg/Getty Images)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 22/09/2022 às 07:24.

Última atualização em 22/09/2022 às 07:44.

Bolsas da Europa operam em firme queda nesta quinta-feira, 22, absorvendo a decisão do Federal Reserve (Fed). Na última tarde, quando o mercado já estava fechado no continente, o banco central americano confirmou sua terceira alta consecutiva de 0,75 ponto percentual, elevando sua taxa de juro para entre 3% e 3,25%. Para a próxima reunião, em novembro, a maior parte das apostas se concentram em mais uma alta de 0,75 p.p., que levaria o juro para até 4%.

Após a decisão seguida pelo duro discurso de Jerome Powell, presidente do Fed, bolsas de Nova York viraram para queda, encerrando o dia com mais de 1% de perda. No Brasil, o Ibovespa que operava entre altas e baixas se firmou no negativo, seguindo o movimento do principal mercado do mundo.

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Desempenho dos indicadores às 7h30 (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,24%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,13%
  • Nasdaq futuro (Nova York): + 0,07%
  • DAX (Frankfurt): - 0,58%
  • CAC 40 (Paris): - 0,73%
  • FTSE 100 (Londres): - 0,17%
  • Stoxx 600 (Europa): - 0,88%
  • Hang Seng (Hong Kong)*: - 1,61%
  • Shangai Composite (Xangai)*: - 0,27%

Copom: sem alta de juros, mas com dura mensagem

Mas além do Fed, outro fator segue no radar de investidores brasileiros: a manutenção da taxa Selic pela primeira vez desde a decisão de janeiro do ano passado. A permanência da Selic em 13,75% era a grande expectativa do mercado desde a última reunião, mas sinalizações recentes do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegaram a reacender a discussão sobre mais uma alta residual, que levaria a taxa a 14%.

Apesar da decisão de ontem ter marcado o fim do ciclo de alta de juros no Brasil, o comunicado como "hawkish" por economistas. Isso porque, segundo o Banco Central, o Copom irá manter os juros altos "até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas".

Outro ponto que reforçou a mensagem mais dura do Banco Central foi o flerte com novas altas de juros futuras ao dizer que "não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado".

A própria decisão da última noite não foi unânime, com dois dos nove votos sendo favoráveis a mais uma alta de 0,25 ponto percentual.

"São elementos que podem ser considerados mais 'hawkish'. No geral, o Copom reforçou o seu plano de voo de manter os juros elevados por um período prolongado de tempo", afirmou em nota João Savignon, economista da Kínitro Capital.

Decisão do BoE

Em semana cheia de decisões de juros, nesta quinta será a vez do Bank of England, o banco central do Reino Unido definir suas taxas. O anúncio está previsto para às 8h sob expectativa de alta de 0,5 p.p. para 2,25%.

Via Quatro não renova com Eletromídia

A Eletromídia (ELMD3) informou que não terá os contratos renovados com a concessionária Via Quatro, responsável pela linha amarela do metrô, considerada uma das mais nobres da capital paulista. A empresa disse que, apesar da não renovação, "seguirá investindo nos principais centros urbanos do país".

Movida: expansão chega em Portugal

A Movida (MOVI3) fechou a aquisição de 100% da Drive on Holidays por € 66 milhões. A empresa é uma das principais locadoras de veículos leves em Portugal, segundo a Movida. Em agosto, sua frota era de aproxidamente 3.300 veículos, sendo 99% deles próprios. Um de seus fundadores e acionistas, Ricardo Esteves, e os 130 colaboradores serão mantidos na Drive on Holidays, que deverá ter gestão totalmente independente da Movida.",

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