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Rali de Ano Novo, Brasil na contramão, Qualicorp, Rede D'Or e o que mais move o mercado

Índices futuros de Wall Street avançam em primeiro pregão de 2023; bolsas da Europa caminham para o segundo dia de alta

Fernando Haddad, ministro da Fazenda (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Fernando Haddad, ministro da Fazenda (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 3 de janeiro de 2023 às 08h04.

Última atualização em 3 de janeiro de 2023 às 11h38.

Bolsas internacionais operam em firme alta nesta terça-feira, 3, volta do mercado americano após a pausa para o Ano Novo. Índices de Wall Street, que amargaram perdas de até 33% em 2022, avançam cerca de 1% antes da abertura do pregão à vista. O ano também iniciou positivo na Ásia, com a bolsa de Hong Kong subindo quase 2% nesta madrugada. Na Europa, onde as primeiras negociações de 2023 tiveram início na segunda-feira, 2, as ações caminham para o segundo dia de alta.

Esperanças de dias melhores, após um 2022 de duras perdas, contribuem com o sentimento positivo, enquanto investidores estrangeiros seguem à espera dos principais eventos econômicos da semana. Para esta quarta-feira, 4, está prevista a divulgação da ata da última reunião do FOMC. Na quinta-feira, 5, serão divulgados os dados de empregos privados do ADP. Os números oficiais do mercado de trabalho americano sairão na sexta-feira, 6, mesmo dia, em que está previstá a inflação da Zona do Euro. A expectativa é de que, após 4 meses, a inflação europeia saia da casa dos dois dígitos.

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Desempenho dos indicadores às 8h (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,67%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,76%
  • Nasdaq futuro (Nova York): + 0,91%
  • FTSE 100 (Londres): + 1,96%
  • DAX (Frankfurt): + 1,20%
  • CAC 40 (Paris): + 1,07%
  • Hang Seng (Hong Kong)*: + 1,84%

Brasil na contramão

Enquanto o rali de Ano Novo toma o mercado internacional, no Brasil, é o pessimismo que dita a direção dos primeiros negócios do ano. Na véspera, o Ibovespa caiu 3%, com investidores digerindo negativamente o discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou o teto de gastos como uma "estupidez". A percepção de maior risco fiscal também foi precificada nas curvas de juros e no dólar, que subiu de R$ 5,28 para R$ 5,36 -- se afastando da mediana do Focus de R$ 5,27 para o câmbio em 2023.

No Focus, por sinal, economistas seguem revisando para cima suas projeções para a Selic deste ano, com a mediana das previsões indo a 12,25%. Para investidores, as políticas do terceiro mandato de Lula devem fazer o Banco Central ser mais cauteloso no ciclo de corte de juros, dado seus efeitos inflacionários.

A peça-chave desse quebra-cabeça deverá ser o arcabouço fiscal que será proposto pelo novo governo em substituição ao teto de gastos. Em evento de posse como ministro da Fazenda, Fernando Haddad assegurou que irá fazer com que a nova âncora fiscal "organize as contas públicas, seja confiável, respeitada e cumprida", mas que também seja "factível". A entrega da proposta, prometeu Haddad, ocorrerá ainda neste semestre.

Rede D'Or e Qualicorp

A Rede D'Or (RDOR3) entregou 19,85% de sua participação de 25,85% na Qualicorp (QUAL3) para ser gerida de forma discricionária pela Prisma Capital pelo prazo de seis anos. A Rede D'Or permanecerá com participação direta de 6% no negócio.

Junto à mudança da gestão, a Qualicorp anunciou trocas em seu Conselho de Administração. Heráclito de Brito Gomes Júnior, presidente do Conselho, renunciou. Para seu lugar foi promovido o então vice-presidente do Conselho, Murilo Ramos Neto. Para a vice-presidência do Conselho foi escolhido Roberto Martins de Souza. Também deixaram o Conselho da Qualicorp Mauro Teixeira Sampaio e Martha Maria Soares Savedra, substituídos por João Mendes de Oliveira Castro, RodrigoPavan e Ricardo Saad.

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