B3: primeira das três prévias da carteira do Ibovespa tem quatro ativos a menos (OsakaWayne Studios/Getty Images)
Repórter de Invest
Publicado em 1 de abril de 2026 às 08h46.
A B3 publicou nesta quarta-feira, 1º, a primeira prévia da carteira teórica do Índice Bovespa (Ibovespa) para os meses de maio a agosto, confirmando a saída de quatro ativos e nenhuma inclusão.
A carteira, construída com base no pregão de 31 de março, passará a vigorar a partir de 4 de maio, após a publicação das prévias que se seguirão nos dias 15 e 30 de abril.
As ações excluídas da composição são: os papéis ordinários do IRB Brasil (IRBR3), bem como as preferenciais da Cyrela Realty (CYRE4), da Localiza (RENT4) e as de classe C da Axia Energia (AXIA7).A prévia não trouxe novas inclusões.
No ranking por participação, a Vale (VALE3) lidera a composição da prévia com 11,57% de peso, seguida pela Petrobras (PETR4) com 8,52% e pelo Itaú Unibanco (ITUB4) com 8,41%.
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) e da Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, completam o grupo dos cinco maiores, com participações de 4,28% e 4,08%, respectivamente.
Em comparação com a carteira então em vigor — de janeiro a abril de 2026 —, houve movimentação relevante no peso da PETR4, que saltou de 5,79% para 8,52%, reforçando a posição da estatal no índice.A Vale, por sua vez, manteve a liderança, mas com leve elevação frente aos 11,42% registrados na carteira anterior.
A carteira do Ibovespa é revisada a cada quatro meses — em janeiro, maio e setembro —, e a elegibilidade dos ativos obedece a critérios técnicos estabelecidos pela B3.
Para integrar o índice, uma ação precisa ter sido negociada em pelo menos 95% dos pregões ao longo das três últimas carteiras, equivalente a aproximadamente um ano.
Além disso, o ativo deve representar movimentação financeira mínima de 0,1% do volume total do mercado à vista no mesmo período e figurar entre os papéis que compõem 85% do Índice de Negociabilidade (IN).
É esse indicador que, na prática, define quais empresas entram ou saem do índice a cada rebalanceamento.A condição de "penny stock" — papéis negociados abaixo de R$ 1,00 — é impedimento direto para a inclusão.
O IN mede o volume financeiro e a quantidade de negócios de cada ativo em relação ao total da bolsa, funcionando como termômetro de liquidez.
Antes da vigência da nova carteira, a B3 ainda publicará a segunda prévia em 15 de abril e a terceira em 30 de abril.
O calendário permite que gestores de fundos e investidores institucionais ajustem suas alocações com antecedência, reduzindo o impacto de eventuais mudanças de peso nos portfólios indexados ao Ibovespa.
O índice serve de referência para fundos de índice ETFs, fundos de investimento e contratos futuros negociados na bolsa.