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Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil no ETF do Ibovespa há 15 anos?

O BOVA11 é o maior ETF do mercado brasileiro e busca replicar o desempenho do Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da bolsa local

ETF do Ibovespa: BOVA11 foi pioneiro no Brasil na estratégia de replicar o Ibovespa e se tornou o maior ETF do mercado brasileiro (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

ETF do Ibovespa: BOVA11 foi pioneiro no Brasil na estratégia de replicar o Ibovespa e se tornou o maior ETF do mercado brasileiro (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 11h44.

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Se há 15 anos, R$ 10 mil tivessem sido investidos no iShares Bova Ci (BOVA11), o maior ETF (Exchange Traded Fund, ou fundo de índice, na tradução) do mercado brasileiro, o valor teria chegado a R$ 32.887, considerando a variação dos papéis ajustada por dividendos e outros proventos distribuídos pela companhia no período. Isso representa um retorno acumulado de 229%.

O cálculo, feito pela Economatica a pedido da EXAME, considera o desempenho da ação ajustado por proventos e outros eventos corporativos no período, mas sem o reinvestimento dos valores recebidos.

Para um período mais curto, de cinco anos, o resultado seria um pouco mais modesto, mas ainda de ganhos. O mesmo investimento inicial de R$ 10 mil teria se transformado em R$ 14.867, com retorno acumulado de 49%.

Lançado em 2008, o BOVA11 foi pioneiro no Brasil na estratégia de replicar o Ibovespa e se tornou o maior ETF do mercado brasileiro. O produto é um fundo listado da BlackRock que busca acompanhar, de forma geral, a performance do Índice Bovespa.

ETFs, ou fundos de índice, são fundos de investimento cujas cotas são negociadas em Bolsa da mesma forma que as ações. Eles permitem que o investidor tenha acesso a uma cesta diversificada de ativos por meio de um único produto.

No caso do BOVA11, a proposta é oferecer exposição ao principal índice de ações brasileiro. O Ibovespa reúne as ações das companhias abertas mais negociadas e mais representativas do mercado de capitais brasileiro e é utilizado como referência para investimentos em renda variável.

A série histórica utilizada na simulação do BOVA11 começa em 2 de dezembro de 2008. Desde o início da série, o retorno acumulado informado é de 388%, o que levaria um investimento inicial de R$ 10 mil a R$ 48.805.

Em 28 de agosto de 2026, o patrimônio líquido do fundo era de R$ 14,17 bilhões. A data de constituição informada para o fundo é 28 de novembro de 2008.

Além do BOVA11, existem outros ETFs de ações brasileiras que também buscam replicar o Ibovespa. O fundo da BlackRock, porém, se consolidou como uma das principais referências para quem busca acompanhar o desempenho do índice por meio de um único ativo.

BOVA11 x ações

A comparação com ações individuais ajuda a dimensionar o resultado do ETF. Nos mesmos 15 anos, considerando um aporte inicial de R$ 10 mil, os resultados variam bastante.

Entre os papéis analisados, Weg (WEGE3) teve o desempenho mais expressivo no período. O investimento teria chegado a R$ 293.914, com retorno acumulado de 2.839%. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) também apresentaram uma valorização muito superior à do BOVA11. Um total de R$ 10 mil investidos há 15 anos teriam se transformado em R$ 105.951, equivalente a um retorno de 960%.

Na Vale (VALE3), o mesmo aporte chegaria a R$ 49.010, com ganho acumulado de 390%. Já no Banco do Brasil (BBAS3), o saldo seria de R$ 43.990, com retorno de 340%.

A Ambev (ABEV3) apresentou resultado mais próximo do ETF. Um total de R$ 10 mil teriam virado R$ 32.300, com retorno de 223%, praticamente em linha com os 229% do BOVA11. A Lojas Renner (LREN3) teria levado o investimento a R$ 20.715, com retorno de 107% no período.

Já o caso do Magazine Luiza (MGLU3) mostra uma trajetória diferente. O investimento de R$ 10 mil teria chegado a R$ 14.816 em 15 anos, com retorno de 48%. Em um horizonte mais curto, porém, o resultado é bastante diferente: nos últimos cinco anos, o retorno acumulado informado é de -97%, e os R$ 10 mil teriam se reduzido a R$ 267.

Entre as ações analisadas, Petrobras foi a que apresentou o maior retorno acumulado nos últimos cinco anos, de 449%, levando um investimento de R$ 10 mil a R$ 54.858. A companhia é seguida pelo Banco do Brasil, que teve retorno de 97%; assim como Weg, de 51%, e Vale, de 30%. A Ambev registrou 18%, enquanto Lojas Renner teve queda de 58%.

ETFs ganham espaço

O desempenho do BOVA11 ocorre em um momento de expansão da indústria de ETFs no Brasil. Em julho, os ETFs registraram captação líquida de R$ 1,5 bilhão, segundo os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

No acumulado de 2026, a entrada líquida de recursos no segmento chegou a R$ 34,1 bilhões, o maior volume da série histórica dos ETFs, iniciada em 2006. O valor já supera em 47% toda a captação líquida registrada pelo segmento em 2025, de R$ 23,2 bilhões.

O resultado dos ETFs destoou do comportamento da indústria de fundos como um todo. Em julho, os fundos registraram resgate líquido de R$ 25,3 bilhões, embora o acumulado de 2026 ainda fosse positivo, em R$ 208,8 bilhões.

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