Petrobras registra forte avanço: movimento acompanha a valorização dos contratos internacionais do petróleo (CFOTO/Future Publishing/Getty Images)
Repórter
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 17h04.
Última atualização em 14 de janeiro de 2026 às 17h10.
As ações da Petrobras lideram os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira, 14, em um pregão marcado por forte recuperação do principal índice da B3 após duas sessões consecutivas de queda. Por volta das 16h43, o Ibovespa avançava 1,73%, aos 164.784 pontos, impulsionado principalmente pelos papéis da estatal.
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) registravam alta próxima de 6%, configurando a maior valorização do índice no dia. Já as ações preferenciais (PETR4) também apresentavam desempenho expressivo, com avanço de 4,34%.
O movimento acompanha a valorização dos contratos internacionais do petróleo. O barril do Brent, referência global, para março subia 1,71%, a US$ 66,59, enquanto o WTI, parâmetro nos Estados Unidos, com vencimento em fevereiro de 2026 avançava 1,60%, a US$ 62,14.
Caso os ganhos se confirmem no fechamento, esta será a quinta sessão consecutiva de alta para o petróleo, com o WTI atingindo o maior nível desde outubro e o Brent desde setembro de 2025.
Apesar da altas, as tensões geopolíticas no Oriente Médio seguem no radar, diante da possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã.
Além do ambiente mais favorável para o petróleo, as ações da Petrobras também repercutem positivamente um relatório divulgado pelo UBS.
O banco manteve a recomendação de compra para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 40 por ação para PETR3 e PETR4, uma redução em relação aos R$ 42 que eram cotados, e de US$ 14,6 por ADR para PBR e PBRa.
A principal sustentação da tese, segundo o UBS, é a expectativa de um rendimento de dividendos entre 10% e 11% em 2026, acima da média observada entre pares globais.
O banco avalia que a Petrobras apresenta níveis sólidos de produção e destaca que, mesmo em cenários mais conservadores para o preço do Brent, produção e investimentos, o dividend yield permaneceria em torno de 8%, o que ajudaria a limitar o risco de desvalorização dos papéis.
Em seu cenário base para 2026, o UBS considera um Brent a US$ 62 por barril, produção de 2,6 milhões de barris por dia e Capex de US$ 17,5 bilhões.
Mas o relatório também reconhece incertezas relevantes para a tese, especialmente relacionadas à volatilidade do Brent no primeiro semestre de 2026 e aos possíveis impactos da eleição presidencial no segundo semestre do ano, além da menor flexibilidade de curto prazo nos gastos de capital.
Ainda assim, o banco destaca que, mesmo em um cenário bastante conservador — com o Brent a US$ 55, produção de 2,5 milhões de barris por dia e capex de US$ 18 bilhões —, a Petrobras ainda poderia apresentar um rendimento de dividendos próximo de 8% em 2026.
O ambiente positivo para o petróleo também se reflete em outras petroleiras listadas na B3, ainda que em menor magnitude. As ações da Prio (PRIO3) avançavam 3,90%, figurando entre as maiores altas do dia. Os papéis da PetroReconcavo (RECV3) subiam cerca de 3%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) registrava valorização de 2,16%, acompanhando o movimento de alta do setor.