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Podcast: Sell in may and go away? Os riscos para a bolsa em maio

Nos últimos três anos, maio foi um mês de ganhos para o Ibovespa, contrariando o ditado do 'sell in may and go away'. Mas a virada nos juros pode fazer maio de 2022 recuperar a tradição

Por Bianca Alvarenga
Publicado em 10/05/2022 20:32
Última atualização em 13/05/2022 15:56

Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A velha tradição do sell in may and go away não se cumpre no Brasil desde 2018. Nos últimos três anos, o Ibovespa fechou maio no azul, contrariando o ditado que diz que o mês é ideal para o investidor fazer as malas e sair da bolsa. No entanto, maio de 2022 pode resgatar essa velha tradição.

De todos os sete pregões que ocorreram no mês até aqui, o Ibovespa teve apenas um de ganhos. No saldo, o principal índice da bolsa acumula queda de 4% no mês. Ainda há bastante água para rolar até o dia 31 de maio, mas os sinais futuros para o mercado não são dos mais favoráveis.

A começar pela virada no cenário monetário nos Estados Unidos. Nas últimas semanas, os investidores parecem ter caído na realidade de que os juros do país devem subir para níveis que não são vistos há mais de 10 anos, e que o cenário de taxas próximas de zero não vai se repetir tão cedo.

O balde de água fria no mercado derrubou os índices de ações americanos e o brasileiro, além de ter tirado o dólar da casa dos R$ 4,60 para a cotação de R$ 5,13, nesta terça-feira.

Outros fatores pontuais, como o possível corte das tarifas de importação do aço e a queda da demanda da China pelo minério de ferro afetaram uma das mais sólidas bases do Ibovespa: a Vale (VALE3) e as empresas de siderurgia. Hoje, Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e Gerdau (GOAU4) registraram queda em torno de 6%, enquanto a Vale recuou 1,2%.

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