Invest

Pizza Hut e Outback podem ter o mesmo dono: entenda a negociação

IMC confirma conversas com a Vinci, que controla o Outback no Brasil; ainda não há acordo fechado

Pizza Hut e Outback: marcas podem ficar sob o mesmo guarda-chuva se negociação avançar. (Inteligência Artificial/Elaborado pela EXAME)

Pizza Hut e Outback: marcas podem ficar sob o mesmo guarda-chuva se negociação avançar. (Inteligência Artificial/Elaborado pela EXAME)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 21 de setembro de 2026 às 10h30.

Última atualização em 21 de setembro de 2026 às 10h43.

Priorizar nos meus resultados Google

A Pizza Hut e o Outback podem acabar debaixo do mesmo guarda-chuva no Brasil. A International Meal Company (IMC), dona de marcas como Frango Assado e Viena e responsável pela operação da pizzaria no país, confirmou que mantém conversas com a Vinci Partners, que controla a operação brasileira do Outback.

A IMC afirmou que contratou uma assessoria especializada para estudar alternativas para expandir seus ativos estratégicos. De acordo com a companhia, essa assessoria vem conversando com diferentes participantes do mercado, entre eles a Vinci. As discussões estão em "estágio exploratório."

O conselho de administração da IMC sabe das conversas, mas, segundo a empresa, não tem conhecimento de qualquer proposta ou condição econômico-financeira para uma eventual transação. A companhia também reforçou que não existe instrumento assinado para compra, venda ou combinação de negócios.

A Vinci assumiu o controle da operação brasileira da Bloomin' Brands no fim de 2024. O acordo, assinado em novembro daquele ano e concluído em 30 de dezembro, deu a um fundo ligado à gestora 67% do negócio no Brasil, que reúne as marcas Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie Grill.

A Bloomin' Brands permaneceu com os 33% restantes, ao passo que a aquisição dos 67% foi fechada por R$ 1,4 bilhão, valor que atribuía à operação brasileira um enterprise value de R$ 2 bilhões.

Do outro lado, está uma IMC bem diferente daquela que atravessou a pandemia.

IMC passou por uma reorganização

A companhia foi duramente atingida pelas restrições de circulação durante a covid-19, quando grande parte de seus negócios estava ligada a locais que sofreram com a queda do fluxo de pessoas, como aeroportos, rodovias e shoppings.

Nos últimos anos, a IMC passou a simplificar seu portfólio, vender ativos e reforçar o balanço. A reorganização incluiu a saída de operações internacionais e, mais recentemente, do KFC no Brasil.

O movimento com o KFC começou em março de 2025, quando a IMC assinou um acordo com a Kentucky Foods Chile para formar uma parceria societária para a operação brasileira da rede. A companhia posteriormente vendeu a participação restante e encerrou 2025 com a alienação de 100% da operação do KFC concluída.

A estratégia ajudou a mudar o perfil financeiro do grupo e, ao fim de 2025, a IMC reportava dívida líquida de R$ 241 milhões, queda de 33%, e alavancagem de 2,5 vezes. A empresa também vinha reduzindo despesas corporativas e concentrando recursos nas operações consideradas prioritárias.

Agora, Pizza Hut e Frango Assado ganharam mais peso dentro do portfólio.

No segundo trimestre deste ano, a companhia destacou a evolução operacional da Pizza Hut, que registrou crescimento de 12,9% no período e melhora do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ajustado.

A IMC também apontou avanço nas operações de rodovias e nas lojas reformadas de suas marcas nacionais.

Acompanhe tudo sobre:OutbackPizza HutFusões e Aquisições

Mais de Invest

Varejo vira extensão dos bancos e já soma 241 mil correspondentes no Brasil

Dólar abaixo dos R$ 5: é o momento de comprar ou ainda está cedo?

Novo valor do Bolsa Família começa a ser pago dia 19; veja calendário e reajuste por pessoa

Número de jovens com acesso a crédito dobra no Brasil em oito anos