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'Pix americano': Bradesco vai operar pagamentos via Zelle nos EUA

Clientes com conta no Bradesco Bank agora podem usar a plataforma americana de transferências instantâneas, ampliando a experiência financeira internacional da instituição

Zelle: serviço de transferência instantânea entre pessoas lançado em 2017 nos Estados Unidos. (Getty Images)

Zelle: serviço de transferência instantânea entre pessoas lançado em 2017 nos Estados Unidos. (Getty Images)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 13 de julho de 2026 às 13h31.

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O Bradesco anunciou que clientes do Bradesco Principal com conta no Bradesco Bank, sua subsidiária nos Estados Unidos, passam a ter acesso ao Zelle, uma das principais redes de pagamentos digitais do país. Com a ferramenta, os usuários podem enviar e receber recursos instantaneamente entre contas de diferentes instituições no país.

O serviço não tem custo adicional, exigindo apenas o cadastro de um e-mail ou número de telefone americano. Segundo Daniela de Castro, diretora do Bradesco Principal, a novidade busca atender clientes que transitam entre o Brasil e os Estados Unidos, oferecendo conveniência e agilidade equivalentes às práticas locais de pagamentos instantâneos.

Já Carlos Leibowicks, diretor do Bradesco Bank, destacou que a integração ao Zelle fortalece a atuação da instituição como elo estratégico entre os sistemas financeiros brasileiro e americano.

O Bradesco Principal conta atualmente com cerca de 60 escritórios e planeja inaugurar mais 50 até o fim do ano, ultrapassando 100 unidades.

O 'Pix americano'

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro chegou a sugerir, no início de junho, que o Brasil poderia usar o Zelle no lugar do Pix. A menção ocorreu após o governo americano sinalizar uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros, citando o Pix como fator de suposta vantagem competitiva do Brasil. Após críticas, o ex-deputado negou que tenha proposto substituir o Pix pelo sistema americano, reafirmando seu apoio à infraestrutura nacional.

O Zelle é um serviço privado de pagamentos operado desde 2017 por bancos americanos, incluindo Bank of America, JPMorgan, Capital One e outros, disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários nos EUA. Ele permite transferências instantâneas entre contas de diferentes instituições mediante e-mail ou telefone, com custos variáveis dependendo do banco.

Ele depende de parcerias voluntárias com bancos específicos e, se o destinatário não tiver conta em uma instituição parceira do Zelle, a transferência torna-se inviável. Além disso, seu uso é predominantemente pessoal,  sem tanta penetração no varejo. Em comparação, o Pix é um sistema público brasileiro, gratuito para pessoas físicas e MEIs, e usado por mais de 170 milhões de brasileiros, movimentando R$ 35,4 trilhões em 2025.

A iniciativa do Bradesco, no entanto, não substitui o Pix, que permanece gratuito e operado pelo Banco Central, mas amplia o portfólio de soluções para clientes internacionais.

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