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Petróleo avança 2% após novos ataques dos EUA ao Irã por abate de helicóptero

Ataques ocorreram horas após ameaça feita pelo presidente americano Donald Trump

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 9 de junho de 2026 às 20h12.

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Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira, 9, após uma nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorreu depois que forças americanas realizaram ataques contra alvos iranianos em resposta à queda de um helicóptero militar dos EUA, episódio que aumenta as incertezas sobre a manutenção da trégua na região.

O contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) avançou quase 2% durante o pregão, aproximando-se de US$ 90 por barril. Parte dos ganhos foi reduzida ao longo do dia. Na sessão anterior, o indicador havia encerrado com recuo de 3,4%.

Segundo o Exército dos Estados Unidos, a operação militar foi autorizada pelo presidente Donald Trump como resposta à queda de um helicóptero Apache. Em comunicado divulgado na rede social X, o Comando Central dos EUA classificou a ação como "ataques de autodefesa" e afirmou que "A missão é uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".

Irã promete resposta aos ataques dos EUA

Do lado iraniano, a agência estatal IRIB informou que a ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz, foi atingida durante a ofensiva. O veículo relatou a ocorrência de pelo menos seis explosões na região.

Trump atribuiu ao Irã a responsabilidade pelo incidente envolvendo o helicóptero americano, que, segundo o presidente, realizava patrulhamento no estreito. O governo dos EUA indicou que responderia ao episódio.

Em reação aos bombardeios, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou na rede X que as forças armadas iranianas não deixarão sem resposta qualquer ataque ou ameaça contra o país.

Os novos confrontos ampliam os riscos para a continuidade do cessar-fogo negociado entre as partes e para as discussões em busca de um acordo de longo prazo. Nos últimos dias, Trump afirmou em diversas ocasiões que as negociações avançavam, mesmo após uma nova troca de ataques entre Israel e Irã no início da semana.

A nova escalada militar também mantém as atenções voltadas para o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. As novas hostilidades aumentam o risco de prolongamento das restrições de circulação na região, considerada essencial para o transporte de petróleo, combustíveis refinados e gás natural.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, as interrupções no fluxo energético elevaram preocupações sobre o abastecimento global e os impactos inflacionários em diferentes economias, segundo a Bloomberg.

No mercado americano, os estoques de petróleo bruto registraram nova redução. Dados do Instituto Americano de Petróleo (API) apontam queda de 9,1 milhões de barris na última semana. Os volumes armazenados estão no menor nível em quatro meses, refletindo a busca por reposição diante das dificuldades de fornecimento no Golfo Pérsico.

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