Petrobras (PETR3/PETR4) cai quase 5% com cotação do petróleo em forte queda

Petrolíferas privadas também recuam e ficam entre as maiores quedas do dia com a derrocada da commodity
Petrobras: estatal recua com queda do petróleo e ajuda a manter Ibovespa no negativo (Pilar Olivares/Reuters)
Petrobras: estatal recua com queda do petróleo e ajuda a manter Ibovespa no negativo (Pilar Olivares/Reuters)
Por Carlo CautiBeatriz Quesada

Publicado em 05/07/2022 às 16:19.

Última atualização em 05/07/2022 às 19:08.

As ações da Petrobras (PETR3/PETR4) ficaram entre os papéis com pior desempenho do Ibovespa nesta terça-feira, 5, recuando quase 5% na esteira da derrubada do preço internacional do petróleo.

A cotação do petróleo tipo Brent — referência para o mercado brasileiro — registra uma queda de mais de 10%, em US$ 101,10 por volta das 14h30 horário de Brasília. Na mínima, a commodity chegou a ser negociada abaixo da marca dos US$ 100, o que não acontecia desde maio.

O possível cenário de recessão global que está aparecendo no horizonte com cada vez mais força está derrubando os preços da commodity. E para aumentar as incertezas, analistas não chegam a consenso sobre o futuro dos preços. 

Ainda nesta terça-feira, um relatório do banco americano Citigroup (CTGP34) indicou que a cotação do petróleo caia para US$ 65 até o final do ano.

Segundo os analistas do Citigroup, a cotação do petróleo poderia chegar em US$ 45 até o final de 2023 por causa da desaceleração da demanda mundial.

O JPMorgan, por outro lado, vê o barril a US$ 380 no caso de uma grande interrupção da oferta russa.

Os temores derrubam também as ações das petroleiras privadas, que lideraram as maiores quedas do pregão.

Alta de juros do Fed poderia aumentar queda do preço do petróleo

Os temores de recessão nos Estados Unidos ganharam força com na metade de junho, quando o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, acelerou o aperto monetário e elevou juros em 0,75 ponto percentual, na maior alta desde 1994.

Investidores devem continuar atentos ao assunto uma vez que, nesta quarta-feira, 5, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, vai divulgar a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercados Abertos (FOMC), onde explicará sua estratégia de política monetária para os próximos meses.

Entretanto, o presidente do Fed, Jerome Powell, já deixou claro que o objetivo primário nesse momento é lutar contra a inflação. E que, por isso, uma nova alta de 0,75 p.p. nos juros americanos é muito provável.

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