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Petrobras paga US$ 450 milhões à Petronas por 100% na Bacia de Campos

Compra de fatia da Petronas reforça controle total da estatal nos ativos na Bacia de Campos

Bacia de campos: os campos de Tartaruga Verde e Espadarte operam em lâminas d’água que variam de cerca de 700 a 1.620 metros (Agência Petrobras/Divulgação)

Bacia de campos: os campos de Tartaruga Verde e Espadarte operam em lâminas d’água que variam de cerca de 700 a 1.620 metros (Agência Petrobras/Divulgação)

Publicado em 10 de abril de 2026 às 10h11.

Última atualização em 10 de abril de 2026 às 10h15.

A Petrobras assinou, nesta quinta-feira, 9, contratos com a Petronas para adquirir as participações remanescentes nos campos de Tartaruga Verde e no módulo de Espadarte, na Bacia de Campos. O valor total da transação é de US$ 450 milhões.

Com a operação, a estatal brasileira passará a deter 100% dos ativos, mantendo também a operação dos campos. A compra envolve a fatia de 50% que pertencia à Petronas nos projetos, consolidando o controle integral da Petrobras sobre as áreas.

O pagamento será feito em etapas. Inicialmente, US$ 50 milhões foram desembolsados na assinatura dos contratos. Outros US$ 350 milhões serão pagos na conclusão da operação, prevista para ocorrer após o cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além disso, há duas parcelas adicionais de até US$ 25 milhões cada, previstas para 12 e 24 meses após o fechamento. Os valores ainda poderão sofrer ajustes conforme o desempenho econômico dos ativos desde julho de 2025.

Localizados na porção sul da Bacia de Campos, os campos de Tartaruga Verde e Espadarte operam em lâminas d’água que variam de cerca de 700 a 1.620 metros. A produção atual gira em torno de 55 mil barris de petróleo por dia, por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes.

Aquisição da Petrobras foi 'oportunidade perdida' para a Brava

A movimentação ocorre após a Petrobras exercer seu direito de preferência na aquisição, anunciado anteriormente no dia 16 de março. A decisão também teve impacto sobre outros potenciais interessados. Analistas do Santander classificaram a operação como uma “oportunidade perdida” para a Brava Energia.

Segundo relatório assinado por Yuri Pereira, Eduardo Muniz e Nicole Alonso, os ativos poderiam ter contribuído para acelerar a geração de valor da companhia e reduzir sua alavancagem. Pelas estimativas do banco, a aquisição teria potencial para diminuir a relação entre dívida líquida e EBITDA da Brava em cerca de 0,2 vez até 2026.

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