João Fonseca é filho do cofundador da IP Capital Partners (MATTHEW STOCKMAN/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP)
Repórter de Mercados
Publicado em 31 de maio de 2026 às 13h42.
Última atualização em 1 de junho de 2026 às 15h55.
João Fonseca viveu na última sexta-feira o maior resultado de sua carreira até aqui. Aos 19 anos, o brasileiro derrotou Novak Djokovic em Roland Garros e avançou às oitavas de final do Grand Slam francês. Neste domingo, volta à quadra contra o norueguês Casper Ruud.
A vitória sobre o sérvio, dono de 24 títulos de Grand Slam, colocou o carioca de vez entre os principais nomes da nova geração do tênis mundial. Mas há outro detalhe que aproxima Fonseca do público da EXAME: fora das quadras, sua história familiar passa por um dos nomes mais tradicionais da gestão independente de recursos no Brasil.
João Fonseca é filho de Christiano Fonseca Filho, conhecido como Crico, cofundador da IP Capital Partners. A casa nasceu como Investidor Profissional, em 1988, fundada por Crico e Roberto Vinhaes.
A IP é considerada uma das primeiras gestoras independentes do país. À época, por limitações regulatórias, começou como consultoria e só lançou seu primeiro fundo em 1993, o IP Participações.
Desde o início do Plano Real até maio de 2026, o fundo acumulou retorno de 30.572%, enquanto o Ibovespa subiu 5.070% no mesmo período.
Crico segue como conselheiro e um dos principais acionistas da IP, que administra cerca de R$ 2,7 bilhões em recursos. A gestora opera fundos como IP Participações, IP Participações, para investidores em geral e fundações, IP Value Hedge, IP Previdência, IP Atlas USD e IP Atlas BRL.
A casa também se define como uma partnership, modelo em que profissionais participam do resultado da empresa. Sócios e associados da equipe de investimentos investem, em média, cerca de 70% de seu patrimônio nos mesmos fundos disponíveis aos cotistas.
Nascido no Rio de Janeiro em 21 de agosto de 2006, João Fonseca começou a jogar tênis aos quatro anos. A relação com o esporte surgiu nas quadras de saibro do Rio de Janeiro Country Club, perto de casa, onde ia acompanhado da mãe, Roberta.
Antes de chegar ao circuito profissional, construiu uma trajetória de destaque nas categorias de base. Em 2022, liderou o Brasil ao primeiro título da Copa Davis Juvenil. No ano seguinte, venceu o US Open juvenil e chegou ao posto de número 1 do mundo entre os juvenis.
A profissionalização veio em 2023, no Rio Open.
A evolução foi rápida: em setembro de 2023, Fonseca era número 1 juvenil; 16 meses depois, já estava entre os 100 melhores do ranking profissional.
Em 2025, conquistou o ATP 250 de Buenos Aires e se tornou o mais jovem brasileiro campeão de um torneio da ATP na Era Aberta. Depois, venceu o ATP 500 da Basileia e chegou ao 24º lugar do mundo.
Em 2026, alcançou as quartas de final do Masters 1000 de Monte Carlo e, agora, chega pela primeira vez às oitavas de final de um Grand Slam.
Atual número 30 do mundo, Fonseca soma dois títulos de simples na ATP e mais de US$ 3,3 milhões em premiações entre simples e duplas.
A vitória contra Djokovic amplia o alcance de uma carreira que já vinha sendo observada de perto — no esporte e, agora, também pelo mercado financeiro brasileiro.