Ações de Nubank, PagSeguro e Stone fecham em baixa após decisão do Banco Central

BC decidiu determinar um limite de 0,7% para a Tarifa de Intercâmbio (TIC) de cartões pré-pagos de fintechs
PagSeguro: ação fechou o dia em queda de 7,96% (Leandro Fonseca/Exame)
PagSeguro: ação fechou o dia em queda de 7,96% (Leandro Fonseca/Exame)
Roberto Bodetti
Roberto Bodetti

Publicado em 26/09/2022 às 17:56.

Última atualização em 26/09/2022 às 18:43.

As ações de Nubank, PagSeguro e Stone, três das maiores fintechs brasileiras listadas em bolsa, encerraram esta segunda-feira, 26, em baixa. As ações do Nubank caíram 4,45% na bolsa americana, enquanto PagSeguro desabou 7,96%. Já os papéis da Stone recuaram 5,83%.

A queda foi uma reação ao comunicado realizado pelo Banco Central que determinou um limite de 0,7% para a Tarifa de Intercâmbio (TIC) de cartões pré-pagos de fintechs, assim como já acontece com os bancos.

Os BDRs das empresas também reagiram. O PagSeguro fechou o dia com o seu BDR sendo negociado em uma baixa de 7,90%, enquanto Stone (STOC31) e Nubank (NUBR33) passaram por baixas de 1,25% e 1,23%, com seus BDRs sendo negociados a US$ 47,40 e US$ 4,03, respectivamente. 

A decisão determina que em cada compra realizada com os cartões de fintechs, as bandeiras dos cartões devem pagar uma taxa de 0,7% para as instituições financeiras, enquanto a taxa para cartões de bancos convencionais é de 0,5%.

O Banco Central explica que a decisão foi tomada pois as fintechs não emitem cartões de débito, mas cartões pré-pagos que têm uma funcionalidade semelhante, logo, tem uma regulamentação diferente. Antes da medida tomada pelo Banco Central, tais cartões pré-pagos não possuíam limite de TIC.

A decisão do BC foi duramente criticada pelos bancos digitais, que afirmaram que a medida afeta o modelo de negócios das startups financeiras. O Nubank, por exemplo, afirmou que a receita da companhia teria sido prejudicada em 2,9% caso a medida do Banco Central tivesse sido aplicada desde 1º de julho de 2021.

É importante ressaltar que a medida só entra em vigor a partir do dia 1º de abril de 2023.

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