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'Ozempic da EMS', Ozivy deve ser 30% mais barato: saiba quando chega às farmácias

Farmacêutica projeta faturar meio bilhão de reais no primeiro ano de vendas do medicamento

GLP-1: EMS lança versão brasileira do Ozempic

GLP-1: EMS lança versão brasileira do Ozempic

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 26 de maio de 2026 às 11h07.

Última atualização em 26 de maio de 2026 às 11h22.

A EMS anunciou nesta terça-feira a aprovação, pela Anvisa, de uma caneta injetável à base de semaglutida, mesmo princípio ativo do Ozempic e do Wegovy. O medicamento é amplamente utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. O Ozivy foi desenvolvido integralmente pela companhia, com tecnologia e produção nacionais. A empresa prometeu chegar às farmácias com um preço significativamente mais acessível do que os produtos de referência disponíveis atualmente.

"30% mais barato que o Ozempic", disse Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, sem divulgar um valor final preciso para o produto.

"Não é um desconto temporário de entrada. O produto já terá um preço bem mais acessível e, no início do tratamento, as condições serão ainda melhores", afirmou o executivo durante coletiva de imprensa sobre o lançamento. A expectativa é que o Ozivy chegue às farmácias nos próximos 30 dias.

O Ozivy chegará ao mercado em quatro apresentações: 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg em caneta única e 1 mg em embalagem com duas canetas. Esta última foi pensada especificamente para favorecer a adesão ao tratamento, garantindo ao paciente continuidade sem interrupção entre uma compra e outra. A dose de 1 mg, nas duas versões combinadas, representa aproximadamente 60% do mercado atual de semaglutida no Brasil — e será, portanto, o carro-chefe do lançamento.

Desta vez, a empresa optou por uma distribuição pulverizada, com remessas menores para um número maior de clientes e reposição automática desde o início. A primeira leva será de 350 mil unidades, com meta de 1,2 milhão de unidades comercializadas ao longo do primeiro ano. A expectativa é que o Ozivy supere R$ 500 milhões em faturamento em seu primeiro ano.

Mais de dois mil representantes médicos serão mobilizados para apresentar o produto à classe médica antes mesmo de o item chegar às prateleiras.

Por trás do lançamento está um investimento de R$ 1,2 bilhão realizado ao longo de dez anos no desenvolvimento de uma plataforma proprietária de peptídeos. A fábrica de Hortolândia conta com duas linhas produtivas, cada uma com capacidade de 20 milhões de canetas por ano, totalizando 40 milhões de unidades anuais.

Sanchez ressaltou que o mercado a ser conquistado vai além dos pacientes que já usam Ozempic ou Wegovy. A empresa mira também a demanda reprimida represada em canais irregulares: produtos importados ilegalmente do Paraguai e medicamentos produzidos em farmácias de manipulação — práticas que, segundo o executivo, não deveriam existir do ponto de vista sanitário e legal.

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