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Ouro ultrapassa US$ 5.100 e renova recorde com tensão geopolítica

Metal atinge nova máxima histórica com alta de 2,4%, impulsionado por riscos globais e compras de bancos centrais

Ouro: metal precioso sobe e bate nova máxima históricahttps://exame.com/invest/mercados/ouro-passa-titulos-americanos-e-vira-principal-reserva-dos-bancos-centrais/ (Freepik)

Ouro: metal precioso sobe e bate nova máxima históricahttps://exame.com/invest/mercados/ouro-passa-titulos-americanos-e-vira-principal-reserva-dos-bancos-centrais/ (Freepik)

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 05h32.

O ouro já começou a semana batendo novos recordes. Nesta segunda-feira, 26, o metal precioso era cotado a US$ 5.100 por onça, em alta de 2,4% no dia. O preço chegou a US$ 5.102, antes de recuar levemente para US$ 5.086 no fim da sessão. Os contratos futuros para fevereiro encerraram a US$ 5.087.

O movimento ocorre em meio a uma combinação de risco geopolítico elevado, novas tensões internacionais e preocupações com sustentabilidade fiscal global. Eventos recentes em regiões como Groenlândia, Venezuela e Oriente Médio elevaram a percepção de risco e reforçaram a busca por ativos defensivos.

O Goldman Sachs revisou sua projeção para dezembro de 2026, elevando o preço-alvo de US$ 4.900 para US$ 5.400. A instituição estima que os ETFs ocidentais acumularam cerca de 500 toneladas desde o início de 2025, enquanto investidores de alta renda também passaram a comprar ouro físico como forma de proteção.

As compras de bancos centrais seguem acima da média histórica. Segundo o Goldman, a média mensal é de 60 toneladas, contra 17 toneladas antes de 2022. O destaque vai para bancos centrais de mercados emergentes, que continuam diversificando reservas.

Para o banco, as preocupações com riscos macroeconômicos globais e fiscais devem manter os hedges ativos até 2026. Ao contrário das proteções pontuais observadas antes e depois das eleições nos EUA em 2024, esses novos fluxos de investimento são considerados “persistentes”.

A prata também acompanhou o avanço. Os preços à vista subiram 4,9%, negociados a US$ 107,9 por onça, beneficiados pela crescente demanda industrial.

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