OSX recorre ao mercado de crédito após fracasso de IPO em 2010

Nos últimos cinco anos, Eike Batista conseguiu levantar cerca de US$ 7,3 bilhões com vendas de ações

Rio de Janeiro – A OSX Brasil SA, empresa de serviços para a indústria de petróleo e de construção naval, tenta obter seu segundo empréstimo sindicalizado em sete meses. O bilionário Eike Batista, controlador da empresa, recorre ao mercado de dívida para financiar de portos a plataformas de petróleo após levantar cerca de US$ 7,3 bilhões com vendas de ações nos últimos cinco anos.

A OSX está em negociações para fechar um empréstimo de até US$ 650 milhões e prazo de 12 anos, disse ontem o diretor financeiro, Roberto Monteiro, em entrevista por telefone. A companhia pode pagar no financiamento entre 350 e 400 pontos- base a mais do que a taxa Libor, o juro de referência do mercado interbancário londrino, disse ele. A estatal Petróleo Brasileiro SA pagaria aproximadamente 200 pontos-base, ou 2 pontos percentuais, a menos que a OSX por um empréstimo semelhante, disse uma pessoa a par da operação que pediu anonimato por não ter permissão para falar publicamente.

Eike, que já disse que precisa de US$ 15 bilhões para financiar projetos nos próximos dois anos, vem captando recursos junto a bancos e investidores privados desde junho, ao mesmo tempo em que se mantém longe do mercado acionário. A MMX Mineração & Metálicos SA, também controlada por ele, afirma que está buscando US$ 1,5 bilhão em empréstimos. Eike, de 54 anos, suspendeu o plano de abrir o capital da holding EBX Group Ltd. após a ação da OSX ter despencado 31 por cento mesmo com uma redução de 40 por cento na oferta inicial, em março de 2010.

A OSX já foi “completamente financiada” pelo mercado de ações e agora “precisamos acessar o mercado bancário”, disse Monteiro no Rio de Janeiro, sede da empresa. “Já estamos vendo uma taxa mais baixa.”


Plataforma

Em setembro, a OSX pagou 425 pontos-base acima da Libor num empréstimo de US$ 420 milhões e 8 anos e meio de prazo para financiamento de uma plataforma, disse a empresa em novembro. O ING Groep NV e o Banco Santander SA estão coordenando o novo empréstimo, que será usado para financiar uma plataforma no valor de US$ 775 milhões, disse a OSX em comunicado em 30 de março.
A assessoria de imprensa da MMX disse ontem por e-mail que a companhia busca US$ 1,5 bilhão em empréstimos e recebeu ofertas de bancos para US$ 800 milhões.

O diretor de investimentos da EBX, Luiz Arthur, disse em entrevista em janeiro que não há falta de investidores nem de bancos interessados em colocar dinheiro no grupo.

A OSX aproveita o esforço crescente dos bancos para oferecer empréstimos de longo prazo e taxas mais baixas, de acordo com Marcelo Marangon, chefe de global banking do HSBC Bank Brasil SA em São Paulo. Os empréstimos sindicalizados somaram US$ 13,4 bilhões até agora este ano na América Latina, em comparação a US$ 22,9 bilhões em 2010, segundo dados compilados pela Bloomberg.

‘Momento positivo’

“O momento é muito positivo para empréstimos sindicalizados”, disse Maragon ontem por e-mail. “Os bancos estão mostrando um apetite agressivo para prazos mais longos e taxas mais competitivas.”

O juro para a OSX “está em linha com o mercado”, disse ele.

A OSX se beneficia da demanda por plataformas de petróleo à medida que a OGX Petróleo & Gás Participações SA, a empresa de exploração de petróleo também controlada por Eike, acelera as operações em alto-mar. De acordo com um comunicado em 13 de abril, a OSX recebeu encomendas da OGX para mais três FPSO, como são chamadas as plataformas flutuantes de produção, armazenagem e distribuição de petróleo. O acordo quase dobrou o valor das encomendas confirmadas da OSX para US$ 4,8 bilhões.

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