Ações da Nvidia: movimento desta sexta foi reforçado pelos resultados acima do esperado da Intel (Antonio Bordunovi/Getty Images)
Publicado em 24 de abril de 2026 às 18h33.
As ações da Nvidia (NVDA) voltaram a fechar em nível recorde nesta sexta-feira, 24, impulsionando novamente o valor de mercado da companhia para acima de US$ 5 trilhões, marca que a empresa já havia atingido anteriormente, mas agora acompanhada de um novo pico histórico no preço dos papéis.
Os papéis subiram 4,3%, encerrando o dia a US$ 208,27, no maior fechamento desde outubro. Desde o fim de 2022, a valorização já supera 14 vezes, refletindo a demanda crescente por infraestrutura de inteligência artificial. As GPUs da Nvidia são hoje a base de operações de gigantes como Google, Microsoft, Meta e Amazon, além de desenvolvedores como OpenAI e Anthropic.
O movimento desta sexta foi reforçado pelos resultados acima do esperado da Intel, divulgados na véspera. As ações da empresa dispararam 24%, no melhor desempenho desde 1987, ajudando a sustentar o rali no setor de semicondutores. Outras concorrentes também avançaram, como a Advanced Micro Devices, que subiu 14%, e a Qualcomm, com alta de 11%.
O novo recorde acontece em meio a uma retomada do apetite por tecnologia. Nas últimas semanas, investidores haviam reduzido exposição ao setor diante da alta do petróleo, provocada pela guerra no Irã e seus impactos na cadeia de suprimentos. Mais recentemente, porém, a percepção voltou a mudar, com a demanda por infraestrutura de IA permanecendo aquecida.
O Nasdaq Composite já acumula alta de cerca de 15% em abril e caminha para seu melhor desempenho mensal desde 2020, refletindo essa rotação de volta para ações de crescimento.
Apesar do momento favorável, a Nvidia começa a enfrentar uma concorrência mais direta. A Alphabet, uma de suas principais clientes, anunciou novos chips próprios que devem disputar espaço com as soluções da empresa quando forem disponibilizados para clientes de nuvem ainda este ano.
O marco reforça a trajetória recente da companhia. Em 29 de outubro de 2025, a Nvidia já havia se tornado a primeira empresa a superar US$ 5 trilhões em valor de mercado, após anúncios de seu CEO, Jensen Huang, incluindo uma carteira de encomendas de chips de IA estimada em US$ 500 bilhões e planos para construir supercomputadores.
Desde então, a empresa consolidou sua posição como peça central da corrida global por inteligência artificial — agora com um novo recorde de preço que reforça o otimismo do mercado, ainda que acompanhado de questionamentos sobre o nível das avaliações.