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No pior mês para o Ibovespa em quase um ano, 10 ações se destacaram: veja a lista

Impulsionadas pela alta do petróleo no cenário internacional, as petroleiras figuram nas primeiras posições de ganhos do índice

Petrolíferas: principais beneficiadas pela alta do Brent (PRIO/Divulgação)

Petrolíferas: principais beneficiadas pela alta do Brent (PRIO/Divulgação)

Caroline Oliveira
Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 31 de março de 2026 às 06h00.

Última atualização em 31 de março de 2026 às 13h28.

Março deve quebrar uma sequência de oito meses seguidos de alta do Ibovespa. A bolsa brasileira começou 2026 em modo rali, e emplacou 13 recordes de pontuação. Impulsionado por fluxo estrangeiro, o mercado de ações local foi beneficiado pelo movimento de realocação global, que levou recursos até então represados nos Estados Unidos para os mercados emergentes.

O movimento, porém, perdeu fôlego com o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. Como sintoma de um clássico movimento de aversão ao risco, bolsas em todo o mundo recuaram e não foi diferente por aqui. Mas houve exceções. Como um país fortemente exposto à commodities, o Brasil tem no petróleo o seu principal produto de exportação e a disparada no preço internacional da matéria-prima beneficiou um seleto grupo de empresas do Ibovespa — incluindo a segunda empresa de maior peso do índice.

Das 10 maiores altas do Ibovespa no mês, quatro são produtoras de petróleo e duas delas trabalham com distribuição de combustíveis. Confira abaixo.

Em março, um grupo de companhias concentrou os principais ganhos da B3, refletindo movimentos distintos — da alta do petróleo no cenário internacional ao avanço de agendas de privatização, passando por melhora de resultados operacionais. Veja o ranking abaixo:

  • PRIO (PRIO3): Liderando o ranking, as ações da Prio (PRIO3) iniciaram o mês negociadas a 54,49 e avançaram 31,91% no período, atingindo R$ 71,88 e figurando entre os principais destaques de valorização da bolsa no intervalo, impulsionadas pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela alta das cotações internacionais do petróleo.
  • Petrobras (PETR3 e PETR4): Em segundo lugar, está a Petrobras, com as ações ordinárias da (PETR3) e as ações preferenciais da (PETR4). Os papéis da PETR3 iniciaram o período cotadas a R$ 42,73 e registraram alta de 27,55%, chegando a R$ 54,50 ao longo do mês, impulsionadas pela melhora na percepção de risco e pela recuperação das expectativas para o setor de petróleo. Acompanhando o movimento positivo do setor, as ações da PETR4 iniciaram o período cotadas a R$ 39,33 e registraram valorização de 26,16%, alcançando R$ 49,62 ao longo do mês.
  • PetroReconcavo (RECV3): Na terceira posição, as ações da PetroReconcavo (RECV3) iniciaram o mês cotadas a R$ 12,32 e registraram alta de 13,39%, alcançando R$ 13,97, acompanhando o movimento positivo das empresas independentes de petróleo diante da alta das cotações internacionais da commodity.
  • SLC Agrícola (SLCE3): Em quarto lugar, as ações da SLC Agrícola (SLCE3) iniciaram o período cotadas a R$ 16,48 e registraram valorização de 13,05%, alcançando R$ 18,63 ao longo do mês, refletindo o desempenho positivo do setor agrícola e a melhora das expectativas para o ciclo de commodities.
  • Eneva (ENEV3): Na quinta colocação, as ações da Eneva (ENEV3) iniciaram o mês cotadas a R$ 21,4 e registraram aumento de 12,06%, alcançando R$ 23,98, impulsionadas pelas expectativas em torno do leilão de capacidade do setor elétrico e pelo avanço recente da geração operacional e dos contratos de energia da companhia.
  • UGPA3 (Ultrapar): Na sexta posição, as ações da Ultrapar (UGPA3) iniciaram o período cotadas a R$ 25,8 e registraram valorização de 9,34%, alcançando R$ 28,21 ao longo do mês, refletindo a repercussão positiva dos resultados recentes e a melhora na percepção operacional de suas principais unidades de negócios.
  • MBRF (MBRF3): Em sétimo lugar, as ações da Minerva (BEEF3) iniciaram o mês cotadas a R$ 20,68 e registraram alta de 8,12%, alcançando R$ 22,36 ao longo de março, acompanhando o ciclo favorável das exportações brasileiras de carne bovina, que seguem sustentadas pela demanda internacional e por preços externos mais elevados.
  • Brava (BRAV3): Na oitava posição, as ações da Brava Energia (BRAV3) iniciaram o período cotadas a R$ 18,64 e registraram valorização de 7,99%, alcançando R$ 20,13 em março, acompanhando o movimento positivo de outras petroleiras em meio à alta das cotações internacionais da commodity.
  • Vibra (VBBR3): Em nono lugar, as ações da Vibra Energia (VBBR3) iniciaram março cotadas a R$ 29,92 e registraram aumento de 4,14%, alcançando R$ 31,16 ao longo do mês, refletindo a melhora recente das margens, o avanço de volumes e a recuperação de participação de mercado na distribuição de combustíveis.
  • Copasa (CSMG3): Fechando o ranking, as ações da Copasa (CSMG3) iniciaram o período cotadas a R$ 54,70 e registraram valorização de 2,30%, alcançando R$ 55,96 ao longo de março, sustentadas pela combinação entre expectativa em torno do avanço da agenda de privatização, previsibilidade regulatória após a renovação de contratos relevantes e o perfil atrativo de distribuição de dividendos.
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