Netflix: UBS vê queda de downloads e corta preço-alvo quase pela metade

Empresa acumula perda superior a US$ 200 bilhões na bolsa, mas analistas ainda não veem espaço para retomada
Netflix: download de aplicativo desabou 40% na Coreia do Sul, segundo centro de pesquisa do UBS (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)
Netflix: download de aplicativo desabou 40% na Coreia do Sul, segundo centro de pesquisa do UBS (Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 15/07/2022 às 12:24.

Última atualização em 15/07/2022 às 12:43.

Analistas do UBS reduziram o preço-alvo das ações da Netflix em 44% em relatório divulgado nesta sexta-feira. O preço considerado justo para as ações da empresa, segundo o banco suíço, caiu de US$ 355 para US$ 198.

As ações da Netflix acumulam cerca de 75% de queda desde a máxima de novembro de 2021, quando os papéis chegaram a ser negociados a US$ 700. Apesar da queda, analistas do UBS ainda consideram muito arriscado investir na companhia, mantendo a recomendação neutra para ações,

Parte da desvalorização, que supera US$ 200 bilhões em valor de mercado, é explicada pela maior aversão de investidores a empresas de tecnologia nos últimos meses. Mas fatores operacionais da Netflix também vêm tirando o sono de acionistas.

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A última forte queda das ações ocorreu justamente após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, quando a Netflix desmoronou 35% em reação à primeira queda do número de assinaturas em dez anos. A expectativa do UBS para o resultado do segundo trimestre tampouco são animadoras.

Segundo o centro de pesquisas do UBS, o UBS Evidence Lab, a Netflix teve 4% de queda no número de downloads de seu aplicativo frente ao segundo trimestre de 2021. As maiores quedas, segundo o relatório, ocorreram nas regiões da Ásia-Pacífico e Estados Unidos-Canadá, redução de cerca de 16% na comparação anual. Na Coreia do Sul, os downalods do aplicativo da Netflix desabou 40%.

"Vemos a Netflix como uma líder secular, mas a visibilidade da retomada do crescimento é baixa", afirmaram os analistas.