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Mudança na Petrobras coloca novo nome na disputa pelo comando do conselho

Guilherme Mello é indicado para vaga no colegiado e também para eventual comando, enquanto presidência atual é interina

Petrobras: nova indicação da União reconfigura disputa pelo comando do conselho. (Stephen McCarthy/Sportsfile for Web Summit Rio via Getty Images)

Petrobras: nova indicação da União reconfigura disputa pelo comando do conselho. (Stephen McCarthy/Sportsfile for Web Summit Rio via Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 7 de abril de 2026 às 10h34.

A diretoria estratégica da maior empresa do país pode ter nova liderança em questão de dias. A Petrobras está prestes a mudar quem comanda o seu conselho de administração, e a movimentação vem diretamente do maior acionista da companhia: o Governo Federal.

Com a Assembleia Geral Ordinária marcada para 16 de abril, o Ministério da Gestão indicou um novo nome para o colegiado e pediu que o nome seja avaliado também para a presidência, cuja definição caberá aos acionistas.

Quem entra, quem sai

O indicado é Guilherme Santos Mello, doutor em economia e secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Ele já preside o Conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), integra o colegiado da Pré-Sal Petróleo (PPSA) e passou pelo Conselho da BB Seguridade entre 2023 e 2025.

A indicação será submetida aos procedimentos internos de governança da Petrobras, que incluem análises de integridade, qualificação técnica e aderência às políticas da companhia antes de eventual eleição pelos acionistas.

Mello substitui Bruno Moretti, que havia passado por toda a avaliação de governança da companhia — incluindo análise do Comitê de Pessoas — e estava apto para assumir o cargo.

Por que isso importa agora

Por enquanto, o conselho elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente, em caráter temporário, com mandato válido até a realização da assembleia.

A decisão reforça que a liderança atual é provisória e sujeita à deliberação dos acionistas. A assembleia de abril vai definir a composição final do colegiado e quem vai comandá-lo.

A análise também classificou o antigo conselheiro Moretti como conselheiro não independente, e incluiu recomendações para evitar situações de potencial conflito de interesses.

O acionista controlador, no caso a União, apresentou a nova indicação para a vaga no colegiado, substituindo o nome de Moretti avaliado até então.

A indicação de Guilherme Mello ainda passará por análise interna de integridade e qualificação técnica antes de ir a voto.

Cabe aos acionistas deliberar sobre a eleição dos conselheiros e a escolha do presidente, com base nas recomendações técnicas dos comitês internos e no cumprimento das regras previstas no estatuto e na legislação aplicável.

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