Estrangeiros colocam R$ 64 bi na bolsa, que ruma para os 126 mil pontos

Para chegar a esse patamar, no entanto, o fluxo de capital externo precisa continuar, segundo análise do BB Investimentos
 (Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)
(Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)
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Estadão Conteúdo

Publicado em 02/04/2022 às 14:46.

Última atualização em 02/04/2022 às 17:54.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, tende a caminhar numa trajetória ascendente daqui para frente, rumo aos 126 mil pontos, de acordo com o BB Investimentos (BB-BI). Para chegar lá, porém, depende da ajuda do investidor estrangeiro, de acordo com a equipe de análise de renda variável do banco público.

"A continuidade da entrada de capital externo torna-se primordial para este direcionamento", diz o BB Investimentos em relatório a clientes mencionando que, até o dia 30 de março, o ingresso líquido de recursos estrangeiros acumulava em tese R$ 91,1 bilhões em 2022.

Esse número, porém, foi publicamente revisado pela B3, responsável pelo dado, na tarde da sexta-feira. A empresa informou uma mudança na metodologia para corrigir um erro no cálculo do saldo entre entrada e saída de recursos de estrangeiros no mercado de ações brasileiro.

A Bolsa retirou os empréstimos de ações feitos por investidores internacionais desta conta. Antes da mudança, o fluxo de capital externo na bolsa estava nos R$ 91,1 bilhões. Por causa da alteração da B3, caiu a R$ 64,1 bilhões no acumulado deste ano

O Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira, com alta de 1,31%, a 121.570,15 pontos. Na semana, teve valorização de 2,09%.

Mais volatilidade

A equipe de renda variável do BB Investimentos alerta, porém, para a possibilidade de uma dose maior de volatilidade ao Ibovespa uma vez que o índice tem influência mais forte do comportamento das bolsas de Nova York.

No radar dos investidores além da guerra na Ucrânia, está a publicação da ata do encontro de março do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) promoveu a primeira subida de juros nos Estados Unidos desde 2018.

"Externamente, os índices de Nova York tendem a manter a volatilidade, influenciados pelos indicadores econômicos locais e por discursos de membros do Fed sobre a evolução da taxa de juros", cita a equipe do BB Investimentos.

No front doméstico, acrescenta, os agentes aguardam melhores dados econômicos, que seriam apoio para ganhos em papéis de setores considerados "atrasados", como o varejo em geral. Para a próxima semana, o BB Investimentos escolheu as ações da B3, do Grupo SBF, da empresa de moda Soma, da mineradora Vale e da Weg.

Fonte: Estadão Conteudo