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Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda; Londres é exceção, com petroleiras e mineradoras

Departamento do Tesouro britânico anunciou uma nova lei que vai taxar o carbono de importações de matéria prima estrangeira a partir de 2027

Bolsa de Valores de Londres, na Inglaterra (Bloomberg/Getty Images)

Bolsa de Valores de Londres, na Inglaterra (Bloomberg/Getty Images)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 18 de dezembro de 2023 às 15h28.

O FTSE 100 se destacou dentre os índices europeus nesta segunda-feira, 18, com a Bolsa de Londres fechando no azul enquanto as de França, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal tiveram perdas.

Os ganhos britânicos acompanharam a alta do setor de mineradoras, que subiram depois do Departamento do Tesouro local anunciou uma nova lei que vai taxar o carbono de importações de matéria prima estrangeira a partir de 2027, e também do petroleiro, com a BP sinalizando que vai suspender o trânsito de navios petroleiros pelo Mar Vermelho.

Segundo Michael Hewson, analista-chefe do CMC Markets, a decisão da BP de proteger seus navios petroleiros de possíveis ataques de rebeldes Houthi na região do Mar Vermelho fortaleceu os preços da commodity nesta segunda-feira e fez as ações de petroleiras escalarem. Hewson aponta que a decisão "acrescentará custos significativos às cadeias de abastecimento das empresas, além de ter impactos inflacionários significativos". Na esteira da notícia, a BP ganhou 1,66% e a Shell subiu 1,50%.

Também nesta segunda-feira, o governo britânico anunciou uma medida para proteger o mercado de matéria-prima nacional, com a intenção de taxar as emissões de carbono de importações de produtos como ferro e cobre. A Antofagasta fechou com ganhos de 1,52%, enquanto a Rio Tinto subiu 1,12%, sustentando o índice no azul.

Na zona do euro, o dia foi de fraqueza, com o instituto Ifo "jogando um banho de água fria", como mencionou o Commerzbank, nas expectativas do mercado, ao divulgar que o índice de sentimento das empresas da Alemanha recuou de 87,2 em novembro a 86,4 em dezembro, quando analistas ouvidos pela FactSet previam alta a 87,5.

O mercado também monitorou as falas de integrantes do conselho do Banco Central Europeu (BCE). Isabel Schnabel pontuou que a inflação deve desacelerar de forma mais gradual a partir de agora, o dirigente Peter Kazimir pontuou que ainda não é possível mover a política monetária para o "próximo estágio", e o conselheiro Bostjan Vasle reforçou que o mercado pode estar adiantado sobre a precificação de cortes de juros em março ou abril de 2024.

Tudo somado, em Londres, o FTSE 100, subiu 0,50% a 7.614,48 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, fechou em queda de 0,60%, a 16.650,55 pontos. O CAC 40, em Paris, cedeu 0,37%, a 7.568,86 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em queda de 0 44%, a 30.241,02 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0 41%, a 10.054,70 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 perdeu 0 66%, a 6.384,49 pontos. As cotações são preliminares.

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