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Lucro do Bradesco sobe 16% para R$ 6,8 bilhões no 1º trimestre de 2026

Rentabilidade sobre patrimônio do banco chegou a 15,8%; inadimplência também avançou

Bradesco: banco divulgou resultados na noite desta quarta-feira (6) (Bradesco/Divulgação)

Bradesco: banco divulgou resultados na noite desta quarta-feira (6) (Bradesco/Divulgação)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 6 de maio de 2026 às 18h28.

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,81 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16,1% sobre o mesmo período do ano anterior. É o nono trimestre seguido de crescimento.

O lucro contábil foi de R$ 5,03 bilhões, queda de 13,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A diferença entre os dois números se explica por um efeito não recorrente: o banco aderiu ao Programa de Transação Integral da Receita Federal e reconheceu R$ 1,78 bilhão em despesas fiscais de uma só vez no trimestre. O lucro recorrente exclui esse tipo de item e reflete apenas a operação do banco.

O ROAE, retorno sobre o patrimônio líquido médio dos acionistas, chegou a 15,8%, ante 14,4% no primeiro trimestre de 2025. O grupo segurador registrou ROAE de 21,6%.

As receitas totais somaram R$ 36,9 bilhões, crescimento de 14,0% em 12 meses.

A margem financeira total foi de R$ 20,05 bilhões, alta de 16,4% sobre o primeiro trimestre de 2025. Esse indicador tem dois componentes: a margem com clientes, que é o spread das operações de crédito e chegou a R$ 19,5 bilhões (+16,3%), e a margem com mercado, resultado de tesouraria e gestão do balanço, que totalizou R$ 553 milhões (+19,7%).

A margem financeira líquida foi de R$ 10,38 bilhões, crescimento de 8,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Ela corresponde à margem financeira total menos a PDD, provisão para devedores duvidosos é o valor reservado pelo banco para cobrir perdas esperadas com inadimplência.

A PDD expandida foi de R$ 9,67 bilhões, alta de 26,5% sobre o primeiro trimestre de 2025. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, alta de 0,1 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2025.

A piora veio do segmento de micro, pequenas e médias empresas, puxada por operações de capital de giro com garantias, que têm prazo mais longo de execução das garantias. O crédito rural também pressionou o índice, com deterioração em safras antigas de pessoas físicas e jurídicas.

O índice de cobertura, que mede o total de provisões sobre a carteira vencida acima de 90 dias, foi de 183,1%, ante 177,8% no primeiro trimestre de 2025.

As receitas de serviços totalizaram R$ 10,37 bilhões, alta de 6,2% sobre o primeiro trimestre de 2025. O resultado operacional de seguros, previdência e capitalização foi de R$ 6,38 bilhões, crescimento de 20,4% no mesmo período.

A carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,09 trilhão, crescimento de 8,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Pessoas físicas somaram R$ 474 bilhões (+9,5%) e pessoas jurídicas R$ 616 bilhões (+7,6%).

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