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Lucro da Tesla cresce 56% no 1º tri, vai a US$ 1,45 bi e supera previsões

Fabricante de veículos elétricos de Elon Musk reportou resultados na noite desta quarta-feira (22)

Tesla: receita atinge US$ 22,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (VINCENT FEURAY / Colaborador/Getty Images)

Tesla: receita atinge US$ 22,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (VINCENT FEURAY / Colaborador/Getty Images)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 22 de abril de 2026 às 17h43.

A Tesla reportou lucro líquido contábil de US$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 56% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na ajustada, que exclui efeitos não-recorrentes, o lucro foi de US$477 milhões, com alta de 17%. A diferença é explicada principalmente pelo pacote de remuneração em ações da empresa de Elon Musk, que somou $1,03 bilhão no período, e o aumento de despesas com inteligência artificial e robótica.

O lucro contábil por ação foi de $0,41, com alta de 52% ano a ano, ficando acima das projeções do mercado. 

O lucro operacional, resultado gerado pela operação antes de juros, impostos e efeitos financeiros, e portanto o indicador mais direto da eficiência do negócio, somou $941 milhões, crescimento de 136% ante os $399 milhões do primeiro trimestre de 2025.

A receita total atingiu $22,4 bilhões (+16%). O segmento automotivo gerou $16,2 bilhões (+16%), com margem bruta de 21,1% — o maior nível em ao menos cinco trimestres. A administração atribuiu o avanço ao menor custo de materiais por veículo e ao crescimento das vendas e assinaturas de FSD (Full Self-Driving — sistema de direção autônoma supervisionada da Tesla), que encerraram o trimestre em 1,28 milhão de assinantes ativos, alta de 51% ano a ano.

Serviços e outros, segmento que inclui receitas de Superchargers (rede própria de recarga rápida), seguros e FSD, somaram $3,7 bilhões (+42%). Energia, que compreende os sistemas de armazenamento Megapack e Powerwall, recuou 12% para $2,4 bilhões, com volume implantado de 8,8 GWh ante 14,2 GWh no Q4 2025. A administração atribui a queda ao timing de implantação de projetos, sem sinalizar deterioração de demanda.

A margem bruta automotiva avançou de 16,2% no Q1 2025 para 21,1% no Q1 2026. Excluindo créditos regulatórios — receitas que a Tesla obtém ao vender certificados de emissão para outras montadoras —, a margem passou de 12,5% para 19,2%, avanço de quase 7 pontos percentuais. A administração atribuiu o desempenho a menor custo de materiais e ao crescimento das vendas e assinaturas de FSD.

O fluxo de caixa operacional foi de $3,9 bilhões (+83%) e o FCL (Free Cash Flow — caixa gerado após os investimentos, considerado o indicador mais limpo de geração de valor ao acionista) foi de $1,4 bilhão (+117%), mesmo com capex (investimentos em ativos fixos como fábricas e equipamentos) de $2,5 bilhões (+67%).

No trimestre, a Tesla investiu, principalmente, em infraestrutura de inteligência artificial, fábricas do Cybercab (o robotáxi da Tesla), Tesla Semi (caminhão elétrico) e Optimus (robô humanoide).

O caixa total encerrou o trimestre em $44,7 bilhões (+21%). A dívida com recurso direto à Tesla é praticamente inexistente, em apenas $2 milhões, com $9 bilhões adicionais em dívida não-recurso — modalidade vinculada a projetos específicos de energia e leasing, sem garantia da companhia como um todo.

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