Paramoung e Warner: aquisição está avaliada em US$ 110 bilhões (Ilustração feita por IA/Exame)
Repórter
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 18h35.
Uma juíza dos Estados Unidos autorizou nesta quarta-feira, 30, a empresa de mídia Paramount a concluir a aquisição do grupo de mídia Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões. O acordo com 12 estados impõe compromissos por cinco anos e cria um conselho editorial para preservar a independência da CBS e da CNN.
Uma juíza dos Estados Unidos autorizou nesta quarta-feira, 30, a Paramount a concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery, em um negócio avaliado em US$ 110 bilhões. A decisão encerra um impasse de meses e abre caminho para uma das maiores fusões da história do setor de mídia.
A juíza Araceli Martínez-Olguín, do Tribunal Distrital dos EUA, aprovou, segundo a Reuters, um acordo firmado entre as empresas e um grupo de 12 estados liderado pela Califórnia. Os estados tentavam impedir a operação, argumentando que o negócio poderia prejudicar a concorrência e dar poder para a companhia elevar os preços de filmes e programas de televisão.
Firmado em 21 de setembro, o acordo estabelece compromissos para a Paramount por cinco anos. Entre eles estão o cumprimento de cotas de lançamento de filmes nos cinemas e a manutenção de negociações separadas com operadoras de TV a cabo para os canais pertencentes à Warner.
A decisão também prevê a criação, pela Paramount, de um conselho editorial para garantir a independência das redes CBS e CNN. A juíza classificou o acordo como uma solução "razoável, tanto factual quanto legalmente" e rejeitou os argumentos de que o conselho violaria a Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
A operação enfrentou resistência de grupos contrários à fusão, que enviaram cartas ao tribunal pedindo a rejeição do acordo. Para a juíza, no entanto, as expectativas de que as medidas fossem além das obrigações legais não eram suficientes para barrar a resolução negociada entre as partes.
Com a aquisição próxima de ser concluída, a Paramount também anunciou uma mudança na liderança. Ynon Kreiz, que comandou a Mattel por anos, será co-CEO da companhia combinada a partir da conclusão da operação.
Kreiz ficará ao lado de David Ellison, que permanecerá como presidente do conselho. Os executivos da empresa se reportarão aos dois.
"A nomeação de Kreiz coroa um plano de longo prazo: buscar a aquisição da Paramount e da Warner Bros. Discovery, e então firmar parceria com um executivo de alto nível como ele para integrar, operacionalizar e gerenciar os negócios enquanto constroem uma das empresas de mídia de próxima geração mais ambiciosas da história do setor", diz um trecho do comunicado divulgado nesta terça-feira.
À frente da Mattel, Kreiz conduziu a expansão da empresa de brinquedos para uma companhia de entretenimento, com a transformação de propriedades intelectuais em filmes, programas de televisão e jogos digitais. A estratégia incluiu o filme "Barbie", que se tornou um sucesso mundial de bilheteria e também impulsionou a demanda pelos produtos da Mattel.
A juíza Araceli Martínez-Olguín autorizou a Paramount a concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery. Segundo a Reuters, a magistrada aprovou o acordo firmado entre as empresas e 12 estados liderados pela Califórnia.
A aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount está avaliada em US$ 110 bilhões.
A Paramount deverá cumprir cotas de lançamento de filmes nos cinemas e manter negociações separadas com operadoras de TV a cabo para os canais da Warner. Os compromissos terão duração de cinco anos.
Os estados argumentaram que a operação poderia prejudicar a concorrência e dar à companhia poder para elevar os preços de filmes e programas de televisão.
Ynon Kreiz, que comandou a Mattel por anos, será co-CEO da companhia combinada após a conclusão da operação. David Ellison permanecerá como presidente do conselho, e os executivos se reportarão aos dois.
A Paramount deverá criar um conselho editorial para garantir a independência das redes CBS e CNN. A juíza Araceli Martínez-Olguín rejeitou o argumento de que o conselho violaria a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.