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Justiça aceita pedido de recuperação judicial da dona da Tok&Stok

Decisão suspende execuções por 180 dias e nomeia administrador judicial, garantindo continuidade das operações das lojas diante de crise financeira

Toky (TOKY3): grupo é resultado da combinação das gigantes de decoração Tok&Stok e Mobly (Guilherme Gonçalves/Exame)

Toky (TOKY3): grupo é resultado da combinação das gigantes de decoração Tok&Stok e Mobly (Guilherme Gonçalves/Exame)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 13 de julho de 2026 às 09h40.

O Tribunal de Justiça de São Paulo deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3), informou a companhia em comunicado enviado ao mercado.

A decisão inclui a suspensão de todas as execuções contra o grupo por 180 dias, exceto aquelas relacionadas a créditos não sujeitos à recuperação judicial, e a nomeação de um administrador judicial responsável por fiscalizar as atividades da empresa.

O Grupo Toky, resultado da combinação das gigantes de decoração Tok&Stok e Mobly, entrou com o pedido de recuperação em maio de 2026, citando dívida superior a R$ 1 bilhão. A empresa argumentou que enfrenta um ambiente macroeconômico desafiador, com altas taxas de juros, endividamento elevado das famílias e restrições de crédito, o que tem impactado as vendas de móveis e artigos de decoração.

Segundo os documentos apresentados ao tribunal, o grupo também sofreu bloqueios de recebíveis de cartão de crédito que comprometeram cerca de R$ 77 milhões do fluxo de caixa, afetando salários, fornecedores, logística e operações de lojas físicas e plataformas digitais. Além disso, cláusulas contratuais de vencimento antecipado poderiam gerar um colapso imediato das operações caso fossem acionadas.

Para garantir a continuidade do negócio, a decisão determina que o Grupo Toky apresente relatórios mensais de suas atividades, incluindo fluxo de caixa, passivo extraconcursal e movimentações financeiras, até o dia 30 de cada mês, sob pena de destituição dos controladores e administradores. O tribunal também estabeleceu medidas de proteção sobre bens essenciais à operação, impedindo penhoras, arrestos ou sequestros que possam afetar serviços críticos como logística, energia e sistemas de tecnologia.

O processo envolve todas as empresas do grupo, incluindo Mobly Hub, Mobly Serviços, Estok Comércio e Representações, Estok Distribuidora e Mobly Comércio Varejista, ressaltando a interdependência operacional e financeira entre elas. A recuperação judicial visa reorganizar a estrutura financeira e operacional do grupo, permitindo a manutenção das atividades enquanto negocia com credores e implementa ajustes estratégicos.

Com a decisão, o Grupo Toky busca atravessar o período de dificuldades financeiras sem interromper suas operações, protegendo empregos e garantindo o funcionamento contínuo das suas unidades de negócios no varejo de móveis e decoração.

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