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Juros futuros oscilam perto dos ajustes, após abrirem em queda

Ativos locais reagem bem à nomeação de Alexandre Baldy (sem partido-GO) para assumir o Ministério das Cidades

Mercado: às 9h39 desta terça, o DI para janeiro de 2019 seguia em 7,21%, de 7,22% do ajuste de sexta-feira (Patricia Monteiro/Bloomberg)

Mercado: às 9h39 desta terça, o DI para janeiro de 2019 seguia em 7,21%, de 7,22% do ajuste de sexta-feira (Patricia Monteiro/Bloomberg)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 21 de novembro de 2017 às 10h09.

São Paulo - Os juros futuros oscilavam próximos dos ajustes anteriores, após operarem em baixa mais cedo nesta terça-feira, 21. Os ajustes das taxas futuras acompanharam o fortalecimento do dólar ante o real.

Os ativos locais reagem bem à nomeação de Alexandre Baldy (sem partido-GO) para assumir o Ministério das Cidades como sinalização de que a reforma da Previdência poderá avançar na Câmara, já que Baldy é aliado do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O presidente Michel Temer reúne-se nesta terça às 15h com 13 de seus ministros, no Palácio da Alvorada. O objetivo do governo é juntar sua base aliada para votar a reforma da Previdência.

O comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também deverá ser trocado nos próximos dias.

Maia advertiu nesta segunda-feira, 20, que sem a reforma da Previdência, não sobrará ao governo outro caminho senão aumentar impostos.

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a dizer ontem que é preciso continuar a agenda de reformas para que o País siga em trajetória de crescimento.

Às 9h39 desta terça, o DI para janeiro de 2019 seguia em 7,21%, de 7,22% do ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2020 exibia 8,46%, igual ao ajuste anterior.

Já o vencimento para janeiro de 2021 marcava 9,30%, também igual ao ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista voltava a cair 0,04%, aos R$ 3,2609, após tocar em máxima aos R$ 3,2634 (+0,03%).

O dólar futuro de dezembro estava estável, aos R$ 3,2620. Na mínima, caiu mais cedo aos R$ 3,2545 (-0,23%) e, na máxima, subiu aos R$ 3,2655 (+0,11%).

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve alta de 0,37% na segunda prévia de novembro, após o avanço de 0,30% na segunda prévia de outubro.

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