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JSL (JSLG3): Santander recomenda compra da ação e vê potencial de valorização de 79%

Analistas apostam em grande oportunidade de consolidar o mercado de logística terceirizada no Brasil

JSL: Santander recomenda compra com preço-alvo de R$ 15 (Divulgação/Divulgação)

JSL: Santander recomenda compra com preço-alvo de R$ 15 (Divulgação/Divulgação)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 11 de setembro de 2023 às 14h27.

O Santander publicou um relatório, nesta segunda-feira, 11, anunciando que iniciou a cobertura da JSL (JSLG3), empresa brasileira de logística, transporte rodoviário de cargas e fretamento, já com recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 15 para o final de 2024.

O valor equivale a um upside de aproximadamente 79% em relação à cotação atual. Segundo o banco, a tese positiva se baseia em três pilares que permeiam as oportunidades no setor de logística brasileiro, além de vantagens competitivas e um valuation atraente.

Por que o banco recomenda a compra?

No relatório, como primeiro ponto, o banco afirma visualizar uma grande oportunidade de consolidar o mercado de logística terceirizada no Brasil (também chamada de 3PL), dada a sua fragmentação e baixa penetração.

“O mercado de logística do Brasil representa atualmente cerca de R$ 960 bilhões em receitas anuais (com baixa penetração de 3PL) e é altamente fragmentado, oferecendo oportunidade de crescimento orgânico e crescimento por meio da consolidação do mercado”, afirmam os analistas Lucas Barbosa, Lucas Esteves e Gabriel Tinem, que assinam o relatório.

Como segundo pilar, o Santander diz que a JSL apresenta sólidas vantagens competitivas da empresa no mercado logístico brasileiro que devem continuar gerando bons retornos. De acordo com o documento, a empresa é líder do mercado, sendo que detém “apenas aproximadamente 1% de participação de mercado em logística total”.

Por fim, a empresa possui, na visão do banco, um valuation atraente de 4,2x o EV/Ebitda - indicador financeiro que compara o valor da empresa, acrescido das dívidas, dividido pelo lucro operacional - em 2024 versus a média de 5,9x dos pares internacionais.

“As práticas comerciais do setor são muitas vezes arcaicas, criando inúmeras oportunidades de diferenciação através de novas tecnologias, camadas de processos bem construídas e foco no custo total de aquisição (total cost of ownership, TCO, na sigla em inglês) dos ativos. Acreditamos que a JSL está bem-posicionada para ampliar sua posição de liderança em 3PL, tornando-se um consolidador de mercado”, informa os analistas.

Riscos

Entre os riscos, a tese de investimento cita sete pontos de atenção, sendo eles: desaceleração da atividade macroeconômica do Brasil; desvalorização do real; volatilidade das commodities; execução da sua estratégia de M&A (fusões e aquisições); mudanças regulatória; concorrência e baixa liquidez das ações.

Entre os dois primeiros pontos, o banco cita a forte atuação no mercado brasileiro como um fator-chave a ser observado. Isso porque uma atividade de consumo ou uma moeda fraca, poderiam afetar a empresa. O primeiro, porque a demanda iria diminuir. Já o segundo, porque o preço das peças que compõem os automóveis iriam aumentar.

Em relação ao terceiro ponto, o relatório comenta que “flutuações nos preços de celulose, papel, metais e produtos de mineração podem representar um risco para a JSL, dada a exposição da empresa a esses setores”. Além disso, a empresa também está exposta a aumentos no preço do petróleo, por conta da utilização de diesel em suas operações.

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